A Guerra dos Nove Mundos 12

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Autor: Maurício Argôlo | Revisor: Solid Snake | QC: Bru e Luis Gimenes

Capítulo 12 – Luta de Vida ou Morte

Sua espada dançou pelo ar enquanto disparava em direção a Sagwa. Ela prontamente se pôs em posição e aguardou que ele chegasse perto.

Ela não podia se comparar com a força bruta dele, a única coisa que poderia fazer no momento era esquivar e aguardar o momento correto de contra-atacar. Mas a grande desvantagem de Sagwa era o fato nunca ter lutado antes, ou seja, não tinha noção alguma do que fazer para contra-atacar, mas se não o fizesse, certamente sofreria um destino pior que a morte.

O Capitão mercenário logo direcionou sua espada em direção ao centro da testa de Sagwa. Ela tentou desviar para o lado, mas novamente subestimou seu inimigo e enquanto ainda estava no ar ela recebeu um chute direto.

*shuoush!!* mais uma vez ela foi lançada longe em alta velocidade.

Além desta ser sua primeira luta, ela tinha acabado de fazer um avanço, a força dela sofreu um leve aumento, mas não teve tempo de meditar e consolidar seu cultivo. As coisas não estavam bem. Ela percebeu que se esse fosse o Capitão Valefor e seus subordinados, já estaria morta.

Ela se levantou e novamente a aura azul apareceu ao seu redor, Sagwa tinha consciência de que se não fosse por esta estranha aura, ela já teria sofrido diversas contusões sérias. O mercenário também percebeu isso, mas isso só o fez ficar aliviado, com essa aura a protegendo, seu corpo seria preservado, mas logo sua energia iria se esgotar e dessa forma ele conseguiria capturá-la sem nenhum arranhão.

Ele lançou outro ataque, Sagwa já tinha ficado de pé e estava segurando a Forquilha novamente, ela respirou fundo e atacou também, a espada do mercenário dançou pelo ar mais uma vez, Sagwa novamente enviou a Forquilha na direção dele preenchendo um ângulo côncavo, mas desta vez ela tentou antecipar todas as formas de contra-ataque que o mercenário poderia fazer. Foi então que um raio de inspiração passou por sua mente. Sagwa não desviou do ataque, em vez disso usou o próprio poder de ataque do mercenário contra ele.

Ela flexionou os braços e mudou levemente o ângulo do seu ataque. No momento da colisão, uma cena surpreendente aconteceu… a espada do mercenário desviou de sua trajetória e bateu no chão ao lado de Sagwa.

*Boommmm* Uma enorme cratera se abriu no chão onde a espada bateu.

Sagwa recuou e ficou pasma com a forma daquele ataque. Se ela fosse atingida por aquele ataque, sem aquela aura estranha que a protegia, definitivamente ela iria morrer. Se não morresse, com certeza, ela ficaria tetraplégica.

O Mercenário atacou novamente, Sagwa executou o mesmo plano, mas o capitão já tinha participado de muitas lutas e ele já imaginava que ela iria fazer a mesma coisa novamente.

Ele atacava consecutivamente e Sagwa se defendia continuamente do ataque dele.

Depois de algumas trocas de golpe, Sagwa finalmente cometeu um erro. Ele aproveitou a oportunidade e mudou a trajetória da espada bem no meio do seu ataque.

*Pofht* A espada atingiu diretamente o tórax de Sagwa, mas desta vez uma dor estonteante surgiu no local do impacto. Ela olhou para seu corpo e notou que a aura azul que a rodeava estava começando a rachar. Seu tempo estava acabando.

Por conta do misterioso orbe em sua testa, a percepção de Sagwa alcançou um nível extremamente alto e por isso, apesar desta ser sua primeira vez em uma luta de vida ou morte, ela começou a entender como uma batalha real funcionava.

Sem perder tempo, ela atacou novamente, aquela troca de golpes durou mais um tempo, ela conseguia ler o ataque do seu inimigo e prontamente desviava do ataque ou contra-atacava com a Forquilha. Ele atacou novamente e ela desviou de novo. Eles ficaram neste ataque e contra-ataque durante um tempo. Era perceptível que as habilidades de Sagwa estavam melhorando durante aquela luta.

“Mas o que é isso? Parece que ela está se adaptando a luta, melhor dizendo, ela está aprendendo durante a luta. Mas que tipo de talento é este?”

É preciso saber que durante a luta de vida ou morte, uma pessoa normal estaria completamente nervosa, sua concentração estaria completamente absorvida pela luta, não haveria tempo de aprender a lutar durante a luta, o que poderia acontecer é que eles poderiam refinar suas habilidades de batalha, mas entender e aprender a lutar era uma coisa completamente diferente. Para completar, o que Sagwa estava usando era uma Forquilha, não uma arma de verdade.

Neste momento, Sagwa se concentrou o máximo que pôde e atacou diretamente o capitão que imediatamente contra-atacou. Quando a espada do mercenário estava na posição correta ela enviou a Forquilha na direção dele que novamente traçou um ângulo côncavo e ativou sua técnica de condensação do fogo. Quando a espada estava quase atingindo-a, o mercenário flexionou demais suas braços e seu ataque percorreu um ângulo levemente diferente de antes.

‘Esta é minha chance!’ Sagwa pensou.

Ela acelerou seu movimento e curvou um pouco a Forquilha…

*Trinty* A espada do mercenário entrou entre os dois garfos centrais da Forquilha. Instantaneamente ela girou o corpo e lançou a espada longe. O capitão mercenário ficou desarmado, mas ela não parou para pensar nisso.

Após completar o giro, Sagwa direcionou a Forquilha  para a cabeça do homem que foi pego de surpresa. O mercenário percebeu que não conseguiria escapar deste ataque, mas não acreditava que uma simples técnica Mortal Inferior seria o suficiente para feri-lo. Ele concentrou seu Prana em sua cabeça, isso faria com seu sua cabeça se tornasse muito mais dura que o normal, este foi o maior erro da sua vida.

*Crouash*

A Forquilha entrou em contato com a barreira de Prana que estava em sua cabeça, mas facilmente despedaçou-a.

Ele olhou incrédulo para o que acabou de acontecer, mas antes que ele pudesse gritar ou dizer algo, a Forquilha de Sagwa penetrou completamente em seu crânio. Ela girou a Forquilha e despedaçou completamente a cabeça dele.

Depois disto, ela caiu no chão bem atrás dele, com a Forquilha  encharcada de sangue e seus garfos cheios de tecido cerebral, porém logo o sangue evaporou e o tecido cerebral foi completamente queimado.

Os subordinados olharam incrédulos para o que tinha acontecido, aquela foi uma morte completamente horrenda.

Sagwa os encarou com o olhar de uma besta selvagem que tinha sido provocada com a vara curta, eles começaram a correr tentando escapar da aldeia, mas Sagwa não os deixaria ir assim tão facilmente.

“Tentando fugir? Sonhem!”

Ela segurou a Forquilha em posição horizontal, levantou os braços e a arremessou. Logo depois, começou a voar em direção a eles. Em questão de segundos a Forquilha perfurou um dos mercenários nas costas e logo saiu pelo outro lado do seu corpo.

Apesar de ainda estar no estágio da purificação corporal, ela já era uma artista marcial, então sua velocidade era muito maior que a de um humano mortal.

Ela pegou a Forquilha que tinha se encravado no chão e correu em direção ao resto dos mercenários, estavam todos correndo na mesma direção e em velocidade parecida, então assim que Sagwa alcançou o primeiro ela condensou o fogo novamente nos garfos da Forquilha e executou um corte como se portasse uma lança. O golpe instantaneamente dividiu um mercenário ao meio, ela aproveitou o impulso e balançou a Forquilha para o lado cortando imediatamente a cabeça do outro. Sangue começou a salpicar dos corpos que começaram a cair no chão.

Logo depois, deu um salto e girou o corpo formando um ângulo estranho no ar. Ela alcançou outro mercenário e cortou ambas suas pernas, quando ele caiu no chão ela perfurou suas costas com a Forquilha e a girou ainda dentro de seu corpo, as vísceras do mercenário se espalharam pelo campo de flores.

Em poucos minutos, ela matou todos os mercenários que tinham ameaçado sua família e seu clã.

Quando matou o último mercenário, ela caiu exausta no chão. Neste momento um sentimento estranho percorreu todo o seu ser, o que ela acabou de fazer?

“E-eu tirei todas essas vidas!”

Quando ela olhou para suas mãos e para sua roupa e viu todo aquele sangue, ela começou a vomitar enquanto chorava. Algum tempo depois, sua mãe chegou onde ela estava, era a Cordilheira dos Antepassados, o Sol estava nascendo e começava a banhar as folhas daqueles lindos campos com sua magnífica e estonteante luz.

Helga se abaixou e abraçou sua filha tentando consolá-la.

“Shiiiii … shiiii … Ô minha filha, quando soube que você teria que praticar o caminho marcial, sabia que isso um dia iria acontecer, eu deveria ter tido esta conversa com você antes, mas fiquei com receio de estragar sua linda personalidade. Meu erro foi achar que este dia demoraria a chegar…”

“Mããããããeeeee, Ungh…. e-eu matei todas estas pessssooaaas!” Lágrimas escorriam por seus olhos enquanto ela falava com sua mãe.

“Eu sei, eu sei, mas tinha que ser feito, se você não fizesse isso, seríamos nós que morreríamos. Quando vamos a selva caçar e encontramos um ninho de qualquer besta que seja, mesmo as mais pacíficas, nós atacamos, não é? Você não ganhou essa cicatriz em seu braço quando você tentou pegar um filhote de gato do ninho dele? Tá vendo? Mesmo os animais mais dóceis atacam os outros para proteger sua família.”

“Mas ela não me matou e eu matei todos eles, todos!”

“Ela não te matou porque não conseguiria te matar e ela também sabia que você não iria matar seus filhotinhos, mas se você for a selva e tentar fazer o mesmo com no ninho de uma leoa escarlate, você não acha que ela te mataria?”

“Escute Sagwa, este caminho que você irá trilhar, a morte será inevitável, mas também haverá vida. Você precisará matar para não morrer, mas também poderá salvar a vida de muitas pessoas. O importante é que você seja coerente e justa, siga sua ética e seu coração e tente sempre fazer o correto, mas, acima de tudo, não se deixe ser guiada pelo ódio, pelo desamor, pela avareza e pela ganância. Cultive sempre as boas amizades e faça com que seus laços durem muito mais que dez mil anos.”

“Mass … Tudo bem mãe…”

Elas se levantaram e seguiram juntas para a vila. Sagwa ainda estava triste, seu coração estava palpitando. Ela ainda estava numa crise existencial, mas quando chegou em sua vila e viu que todos estavam sãos e salvos, começou a chorar de felicidade. Ela correu e abraçou profundamente suas irmãs. Nos últimos dias, elas não sabiam onde Sagwa tinha ido e estavam preocupadas, agora precisavam liberar esta saudade.

Depois que elas saíram do abraço, todos os aldeões da vila vieram cumprimentá-la. Se o patriarca Zen ainda estivesse vivo este tipo de problema não aconteceria, mas agora que ele estava morto, eles tiveram sorte por ter a Sagwa para protegê-los.

O corpo do capitão dos mercenários ainda estava no meio da vila. Ele estava ajoelhado, sangue ainda escorria por seu corpo. Ao redor dele, era possível ver seu tecido cerebral que foi despedaçado pelo ataque da Sagwa.

Ela ainda não acreditava no que tinha feito e ainda tinha dúvidas se aquilo realmente foi o correto. Mas, naquele momento, lembrou-se da promessa feita para si mesma.

“Eu não deixarei que mais ninguém morra.”

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By | 2017-09-15T09:02:20+00:00 13/09/2017 as 2:09|A Guerra dos Nove Mundos|13 Comments

About the Author:

Scryzz
Gamer, Otaku e Trophy Hunter. Fã absoluto de One Piece, Dragon Age, CSR, TDG, PS3, PS4, PSV, Cinema, Música e, é claro, Linkin Park!
  • Kuro

    A novel parece ser promissora, vou acompanhar com certeza. Só esperando por mais cap!

  • Luiz Alves

    Boatos dizem que amanhã te mais ( ͡° ͜ʖ ͡°)

    • Henrique Neiva

      Tomara

  • Leonardo Gomes Fracasso

    novel mais foda quero mais mais MAIS MAIS….
    vou me vicia ainda…..

    • Erick Lucas da Silva

      Meu amigo, tu já tá viciado, senão não estaria pedindo mais dps de ter lançado 12 caps de uma vez 🙂

      • Leonardo Gomes Fracasso

        Eita…
        Então fudeu

  • Tyrone Costa

    maismaismais

  • Brentyu

    Opa cada vez mehor, vamos ver como vai ser dps q ela for para uma seita

  • Janailson Barbosa Granja

    Obrigado pelo capítulo

  • Carolina Carvalho

    pelo jeito ela vai ser fodonaa *–*

  • Tiago Freire

    Sagwa é foda!!

  • rafael1295

    Sagwa na mesma crise que muitos protagonistas que nunca tinham matado antes,mas depois se acostuma

  • Kyoua Eduardo

    Calma Sagwa, um dia acostuma