O Herdeiro do Mundo 02

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Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Yan Fonseca

Capítulo 02 – Despertando a Violadora

Rael foi abrindo os olhos lentamente, pouco a pouco, foi sentindo os movimentos do corpo voltarem, a princípio ele ainda estava confuso e por um segundo acreditou que todo o ocorrido a um segundo atrás era apenas um sonho. Quando ele finalmente se sentou sobre o chão molhado de seu próprio sangue ele entendeu que tudo era verdade, ele havia caído nas rochas. Então, ele se pôs de pé em um salto e olhou para si mesmo, era inacreditável que ele ainda estivesse vivo, não só isso, o seu ferimento nas costas havia sumido.

― Então finalmente, você voltou, já faz uma hora que eu aguardava o seu retorno ― disse uma voz masculina idosa vinda de cima de sua cabeça. Quando Rael se virou para olhar, lá estava um velho flutuando por cima dele de barbas e cabelos brancos. Sua barba era longa e descia até abaixo do pescoço, e seus cabelos passavam um pouco da altura do ombro. Rael percebeu de imediato que ele não era alguém normal. Seu corpo era transparente, era possível ver as nuvens e a lua através dele.

― Quem é você? ― perguntou Rael friamente, a pouco ele havia acabado de passar por um momento de agonia excruciante e não estava com o humor muito bom, se fosse uma criança normal ele com certeza sentaria e choraria pelo resto de seus dias. Era difícil para ele imaginar toda a raiva que tinha agora e quão inútil sua vida ainda era, mesmo que tivesse sobrevivido o que ele faria a partir de agora? Ele não era ninguém, ele não era mais nada, nem para o seu clã ele poderia voltar. Ele jamais voltaria. Rael não teve uma infância normal, teve que entender como os adultos agiam e por isso sua mente havia crescido um pouco mais rápido do que uma criança com a mesma idade.

― É assim que você agradece ao ser que salvou sua vida? ― perguntou o velho massageando a barba com uma mão. Rael ficou o olhando por um tempo ainda tentando imaginar o que ele seria, por Rael não ter ainda um cultivo formado em seu corpo, não fazia ideia do poder do velho ou sua cultivação, ele não conseguia sentir o poder do cultivo de ninguém.

― Eu perguntei quem é você. ― Rael repetiu a pergunta em um tom de aviso, lembrando ao velho que ele não se apresentou, isso fez o velho começar a rir.

― Você é um moleque muito mal educado. ― disse o velho.

― Eu não preciso ser educado com mais ninguém e se você me salvou mesmo como disse, perdeu seu tempo, eu não tenho nada para dar em troca e sou um aleijado, veja… ― Rael apenas olhou para seu lado direito, onde lhe faltava um braço, e depois saiu andando dando as costas ao velho, ele não sabia onde ir, mas não ia ficar parado conversando com um estranho qualquer. O velho se sentiu um pouco estranho, fazia tempo que não era tratado tão severamente, se fosse um cultivador comum que tivesse a chance de vê-lo cairia de joelhos e o reverenciaria o mais respeitavelmente possível, isso fez o velho sorrir, a ignorância de uma criança sem cultivo realmente não tinha limites. Mas isso, era também parte do que Rael estava se tornando, enquanto o ódio preenchia seu coração. O velho encarou a figura de músculos e pele branca caminhando, para sua idade ele tinha um corpo físico excepcional, pena era não ter o braço o que logo poderia ser resolvido. Os cabelos de Rael eram curtos e espetados, nem os cabelos o clã dele tratou bem, sempre mandavam raspar a cabeça para não terem qualquer tipo de trabalho.

― Você não tem pra onde ir e sei que você quer buscar poder para destruir todos os que humilharam você. Sabe, os caras que te jogaram aqui, ficaram ainda alguns minutos rindo olhando seu corpo destroçado, eles realmente não deveriam viver. ― o velho disse seguindo flutuando pelo lado direito de Rael. Rael parou e se virou para ele.

― Eu não tenho poder e não sei como conseguir, mas vou! Eu não irei apenas acabar com aqueles caras, eu vou destruir todos os que tiverem escravos ou se aproveitando de mulheres de outras famílias, qualquer ato de humilhação será destroçado por minha mão ― disse Rael encarando o velho, seus olhos verdes claros brilhavam sobre uma determinação em chamas, o que fez o velho ter certeza sobre tudo, e isso o alegrou ainda mais, dias melhores e mais divertidos estavam por vir, por isso ele pretendia investir alto no garoto à sua frente. Além disso, o garoto não era tão normal assim, o problema da falta de braço era devido uma situação ocorrida antes dele nascer, o velho sabia que ele era diferente de todos, por isso, pretendia mesmo ajudá-lo.

― E por que acha que eu estou aqui? Por que te revivi? Vou responder sua pergunta agora moleque, eu sou um Deus, o Deus do tempo. ― O velho disse e fez uma pose bem séria erguendo o rosto como se tivesse falando com uma multidão e fosse algum tipo de patriarca de uma importante família. Rael continuou o olhando com a mesma cara, uma expressão de quem não se importava, de quem não acreditava.

― Eu achei que deuses não poderiam ser visto por pessoas, poderiam apenas senti-los, se os mesmos desejassem. ― Rael disse enquanto se lembrava de alguns pensamentos, embora não lembrasse quem lhe dissera isso, afinal poucos conversavam com ele e mesmo sua irmã não teria uma informação dessas sendo ainda uma criança, os escravos não tinham tempo para bater papo e evitavam qualquer assunto fora os necessários.

― De fato, pessoas comuns não podem nos ver. ― O velho voltou a olhar normalmente para Rael e mais uma vez se sentiu um pouco estranho, o garoto continuava o afrontando, se fosse qualquer outro dia onde seu humor não estivesse tão bom ele não sabia se ia conseguir se manter firme a apoiar essa criança ignorante, por mais interessante que parecesse. ― Apenas pessoas que já atravessaram as linhas da morte podem ver deuses.

― Então, eu estou morto? ― perguntou Rael dessa vez com uma expressão um pouco preocupada.

― Não está, porque eu trouxe você de volta, agora vamos andando, se você quer ter poder é melhor me seguir, de qualquer jeito você não tem qualquer escolha. ― o velho disse e saiu flutuando na frente. Rael ficou olhando, atônito as suas costas, e depois de um tempo breve, decidiu que o seguiria, e correu até alcançá-lo.

― A partir de agora você pode me chamar de mestre Seimon ― disse o velho olhando de lado. Rael não se importou, apenas balançou a cabeça positivamente.

            Os dois seguiram por quase o resto da noite. Rael já estava cansado e com fome, ele não tinha comido nada desde a noite passada. No entanto ele não reclamava, continuava seguindo Seimon sem dizer nada. Seimon estava surpreso, os pés de Rael estavam ensanguentados de tanto andar, ele estava descalço, faminto e com sede e não abria a boca, continuava acompanhando sem se importar com suas próprias necessidades. Quando já estava amanhecendo eles chegaram aos pés de um conjunto de montanhas enormes que pareciam alcançar os céus.

― É aqui garoto, essa é uma das passagens que nos levará ao salão principal ― disse Seimon olhando as rochas. Rael ficou curioso porque não via qualquer entrada na direção que o velho olhava, será que eles iriam ter que escalar agora?

― Me siga por aqui. ― O velho seguiu flutuando e seu corpo transpassou entrando na parede de rochas. Rael não se surpreendeu com o fato, o problema era como ele iria passar? Seimon tinha um corpo transparente e ele não. Mesmo tendo uma desconfiança sobre aquilo, ele se aproximou da parede e estendeu a mão tentando tocar a rocha, sua mão acabou entrando.

― Por que está demorando? Entre de uma vez! ― disse Seimon de dentro da rocha. Rael então suspirou e entrou caminhando, a princípio os dois primeiros passos dentro da rocha tudo estava escuro até ele sair do outro lado onde voltou a ver. Um túnel se estendia a sua frente, mas ele não era capaz de ver o fim. O corredor escuro era iluminado apenas por uma bola de fogo que girava ao redor de Seimon.

― A partir desse ponto não faça muito barulho, porque isso pode incomodar as bestas sagradas que ficam aqui. ― dizendo isso, Seimon se virou e seguiu em frente, flutuando. Rael voltou a ficar calmo, era a primeira vez que entrava numa parede ilusória, porém já tinha passado por coisas muito piores para ficar se alarmando com isso. Mas uma vez ele se perguntou quem havia mencionado o termo “Parede Ilusória” para ele.

            Eles andaram por uns três minutos apenas no corredor e saírem em um espaço oval mais aberto e gigantesco. No teto haviam várias pedras espirituais brilhantes que iluminavam a maior parte do lugar, Rael então viu diversas bestas pequenas e grandes, deitadas ou paradas em pé, eram lobos com caudas de serpentes, tigres gigantes com asas, panteras de corpos espinhosos, tinha diversas bestas espalhadas, Rael não podia imaginar o poder de cada uma, mesmo assim ele parou de andar.

― Não se preocupe, você não é um bom aperitivo pra eles, nem se quer vale a pena te matar, um corpo sem poder vale tanto quanto uma pedra para esses bichinhos. ― Seimon se adiantou para acalmar qualquer medo de Rael. Rael tinha parado por instinto do que já tinha aprendido na vida, por alguma razão, ele não se sentia com medo. Aqueles monstros, pareciam muito mais confiáveis que seu próprio clã no momento.

            Os dois voltaram a caminhar e cruzaram por entre os monstros que apenas ficaram parados, os olhando sem entusiasmo, finalmente, eles alcançaram outro corredor. Por esse corredor, Seimon continuou iluminando o caminho com a bola de fogo até chegarem numa parede sem saída. No fundo da parede havia diversas linhas de energias espirituais azuladas e brilhantes, Rael reconheceu na mesma hora que eram lacres, provavelmente feitos por especialistas dos níveis acima do lendário, não era qualquer um que podia usar aquele tipo de lacre, além disso, cada lacre daquele levaria pelo menos dezenas de vidas antes de ser removido, o único método, era puxá-los usando a força espiritual.

― O que está esperando? Comece a retirar os lacres, não temos muito tempo, logo eu terei que partir, não tenho o direito de ficar intervindo nas vidas humanas por muito tempo. ― disse Seimon cruzando os braços.

― Isso vai me matar ― disse Rael olhando ele de lado.

― Oh, então você sabe até mesmo disso, sim é verdade, se você fosse um espiritualista comum morreria tentando, mas você não tem cultivo, isso não vai te fazer qualquer efeito ― mentiu Seimon, na verdade ele sabia porque aqueles lacres não fariam efeito em Rael, mas preferiu não explicar, seria perda de tempo, ele jamais iria compreender com aquela idade. Rael não pensou em mais nada, apenas deu os dois passos que restavam para chegar a parede e estendeu a mão para puxar o primeiro selo. Por alguma razão ele não acreditava que aquele velho tinha o trazido tão longe simplesmente para matá-lo com a tentativa de retirada de um lacre mortal.

― Isso, muito bem, continue e tire todos ― observou Seimon vendo o selo arrancado virar cinzas na mão de Rael. De fato, Rael não sentiu nada, logo ele passou para os outros e terminou todo o trabalho facilmente, os selos saiam rapidamente da parede, era como um simples papel mal colocado para ele. Quando removeu o último a rocha escura brilhou, se envolvendo em uma aura cinza, e então se afastou para o lado liberando um corredor de metal, iluminado por pedras espirituais pregadas na parede. Rael ficou impressionado com o lugar, o chão de azulejo azul se estendia à frente no corredor e em seguida no salão, todo o lugar estava perfeitamente limpo.

― Alguém mora aqui? ― perguntou Rael olhando Seimon passar na frente flutuando.

― Aqui não, é só nosso portal para irmos para a verdadeira casa ― respondeu Seimon. Quando Rael cruzou o corredor ele viu um cristal brilhando, flutuando em cima de uma grande mão metálica aberta. O cristal azulado tinha pelo menos o dobro de seu tamanho, quase três metros. O cristal brilhava e girava soltando pulsos de energias transparentes que faziam o ar ficar levemente azul em volta, Rael podia sentir o vento batendo e soprando suas roupas, isso ele não conhecia, embora fosse um pouco familiar, mesmo ele nunca tendo visto antes.

― É um portal, apenas o toque e chegaremos ao fim de nossa jornada ― Seimon se adiantou e ficou parado flutuando ao lado do cristal de braços cruzados encarando Rael.

            Rael não teve medo em estender a mão e tocar. Quando o tocou ele sentiu que foi retirado do próprio corpo por um poder avassalador. Ele gritou, mas sua voz não saiu enquanto era puxado para cima atravessando rochas, terra e finalmente saindo ao ar livre. Sua visão foi sendo levada a uma velocidade absurda, passando por cima de cidades, rios, templos, vilas. Isso durou por quase dois minutos até finalmente entrar em outra montanha gigante, passar por locais infestados dos mesmos monstros e então lá estava ele, retirando a mão estendida de perto do cristal novamente.

            Rael correu a visão em volta, havia outros seis cristais na parede junto a esse com as mesmas mãos metálicas por baixo, o local tinha a mesma formação do outro, paredes de metais e chão de azulejo azul com pedras iluminando, mas agora, havia um caixão aberto no canto da parede. Rael não se importou se Seimon não estava aqui, ele apenas caminhou e então olhou o que havia dentro. Era uma bela mulher adulta, em torno de uns vinte anos dormindo de mãos juntas sobre o útero. Rael ainda não tinha interesse e nem era compreendido dos assuntos relacionados ao masculino por ser ainda uma criança, mas não pôde deixar de ficar admirado com a bela feição do rosto dela.

            A mulher tinha belas curvas, com perfeitos peitos de porte médio, seus lábios tinham a mesma cor vermelha assim como os cabelos, enquanto sua pele era branca como uma perola brilhante. Ela estava usando um vestido azul florido com rosas vermelhas que cobriam seu corpo dos ombros até os tornozelos. Seus pés estavam descalços, seu braço direito descendo abaixo do ombro tinham uma sequência de três braceletes bem apertados a pele enquanto o outro braço estava nu. As unhas das mãos e dos pés dela ainda estavam bem feitas e pintadas de vermelho. Ela parecia estar bem arrumada, pronta para ter algum tipo de encontro importante.

            Quando Rael prestou mais atenção ele percebeu que ela não estava respirando. Sua cabeça estava deitada gentilmente por cima de seus longos e volumosos cabelos. Ela tinha um semblante extremamente calmo e confortável, como se estivesse tendo o melhor sono de sua vida.

― Muito bem, pelo visto você a encontrou. ― disse Seimon atrás de Rael, que se virou para ele por um breve momento e voltou a olhar a mulher.

― Quem é essa mulher? ― perguntou Rael.

― Bonita, não é? Não que você entenda sobre isso, ela é uma Violadora, lacrada por pelo menos dez mil anos, seu temperamento não deverá ser bom quando a acordar. ― disse Seimon. Rael dificilmente saberia sobre a existência desses seres, mesmo que da maioria das coisas ele soubesse algo de alguma forma misteriosa, dessa vez ele não teve qualquer pressentimento.

― O que é isso? Pra mim ela parece uma mulher normal. ― disse Rael. Seimon sorriu. Violadoras eram umas das criaturas mais antigas do mundo, seu poder espiritual e seus cultivos ultrapassavam e muito o dos seres humanos, até mesmo os de hoje em dia, não daria para prever o quanto de poder um ser desses seres era capaz de possuir, o problema é que passar tanto tempo dormindo atrasava e muito sua evolução. Enquanto ela dormia o mundo evoluía a sua própria maneira.

― Passe a mão na cabeça dela, você saberá que a algo de diferente. ― disse Seimon.

            Rael se esticou na beirada de madeira e estendeu a mão tocando seus lindos cabelos volumosos, então apalpou, havia algo duro dos dois lados. Ele empurrou o cabelo para o lado e revelou dois curtos chifres. Esses chifres nasciam do centro da cabeça dela e tinham um formato de uma meia lua deitada e encostado a cabeça dela até a parte de trás da nuca onde terminavam, eles acompanhavam perfeitamente o cabelo e não eram nem longos nem grossos, por isso os cabelos conseguiam esconder eles com certa facilidade. Os chifres também tinham a mesma cor do cabelo o que deixou Rael bem confuso, porque mesmo olhando quase não havia diferença, exceto que se tocasse como ele havia acabado de fazer.

― Violadoras são mulheres com essências demoníacas, elas são completamente normais em todo o corpo menos na cabeça onde possuem esses chifres, elas também tem uma alimentação mais variada do que humanos, entre alguns outros detalhes. ― explicou Seimon sem revelar muita coisa.

― Por que me trouxe até aqui? ― perguntou Rael se virando de lado e o olhando.

― Eu terei que partir em poucos minutos, mas vou deixar dois presentes com você, um é uma semente do meu poder e o outro é ela ― disse Seimon olhando novamente a bela mulher. Rael ficou confuso olhando dele para ela.

― O que tem isso?― perguntou Rael.

― Que tal acordá-la primeiro? Eu explico os poucos detalhes que derem depois que ela acordar ― disse Seimon e tocou nas costas de Rael. Rael sentiu algo quente se espalhando no seu peito.

― O que você fez? ― perguntou surpreso.

― Eu acabei de plantar a semente, quando chegar a hora, ela irá nascer ― explicou Seimon sorrindo. Rael ficou boquiaberto sentindo a energia dentro de seu corpo, era a primeira vez na vida que ele conseguia sentir algo assim dentro de si.

― Vamos com isso, meu tempo está quase esgotado, acorde-a logo. ― apressou Seimon fazendo Rael volta a olhar para a mulher.

― Eu só preciso balançá-la certo? ― perguntou Rael se esticando novamente e estendeu a mão balançando seu ombro. A parte do ombro, peito e cabeça de Violadora foi levemente balançado e mesmo assim ela não deu qualquer sinal de está acordando.

― Garoto, acho que você está com sorte, terá seu primeiro beijo aos dez anos. ― observou Seimon, fazendo Rael se virar curioso pra ele. ― Pra acordá-la terá que beijar os lábios dela. ― Rael ficou sério e surpreso, ele podia não ter medo de muitas coisas, mas beijar uma mulher como ela? Como os adultos fazem? Todos tinham nojo dele, com certeza ela ira acordar vomitando. Rael não pôde deixar de ter esse estranho pensamento.

― Então só preciso beija-la? ― perguntou ele mesmo após essa série de pensamentos. Seimon sorriu balançando a cabeça positivamente.

            Rael se virou engolindo uma saliva com o coração um pouco acelerado, então começou a subir no vão de madeira que cercava a mulher, o braço dele estendido alcançava o ombro, mas sua boca não alcançaria, ele teria que entrar dentro e se juntar a ela. Seimon ficou olhando todo curioso, uma criança beijar uma mulher adulta com aquela idade seria algo um pouco diferente. Rael finalmente entrou e mesmo sem querer pisou nas coxas dela, o suave tecido do vestido o fez escorrega e ele caiu desajeitado com o corpo por cima do dela, afundando o rosto entre os peitos dela, é claro que não teve nenhuma dor, caindo por cima de algo tão macio, como o corpo daquela mulher, com certeza não causaria nenhum dano. Rael ainda olhou preocupado por cima dos peitos para o rosto dela, mesmo com todo aquele pequeno incidente ela continuava dormindo tranquilamente, embora não estivesse respirando. Além disso, o cheiro dela era extremamente agradável, o que fez Rael ficar muito surpreso.

― Pelo jeito você gostou, para ficar assim tão a vontade com ela. ― observou Seimon soltando uma piada, é claro, ele percebeu que tudo havia sido um acidente, mas ele não deixou de pensar que em sua infância nunca havia tido tanta sorte como esse garoto estava tendo agora, embora em seu estado atual ele também não tinha mais desejos mundanos, mas obviamente ainda lembrava os sabores de quando um dia tivera. Rael não ligou para o comentário, depois se ajeitou e foi movendo o corpo por cima dela para ficar alinhado. Rael sentia o volume dos peitos dela e um cheiro bem agradável do que parecia ser de alguma erva fluindo do corpo a sua frente, sua pele ainda estava quente e tudo parecia normal. Uma pessoa comum dormindo a dez mil anos sem respirar com certeza estaria morta e apodrecendo, ela não, ela estava inteira.

― Vamos! Vamos rápido com isso. ― Seimon o apressou novamente, Rael já estava a encarando pensando em como teria que beijar, ele já viu alguns casais fazendo isso, mas não tinha certeza, com Seimon o apressando ele também não queria parar pra perguntar, então, simplesmente fechou os olhos com força, fez um biquinho nos lábios e tocou os lábios dela. É claro, a boca de Rael ainda era muito mais pequena que a dela e por isso foi uma coisa estranha de se ver. Seimon sorriu vendo os dedos das mãos da mulher começarem a mexer. Rael ergueu o rosto curioso e lá estava os grandes olhos escarlates da mulher o encarando com curiosidade e ao mesmo tempo com um ar extremamente irritado. Rael se sentiu desconfortável com o olhar apreensivo dela e tomou um pouco de distância afastando o rosto mais depressa, mas não pôde deixar de concordar mentalmente que os olhos dela eram tão lindos como um Sol vermelho.

― Bem vinda de volta, Violeta ― disse Seimon sorrindo do lado olhando os dois. Violeta então correu o olhar em volta e se deparou com Seimon. Ela ficou ainda mais incomodada ao perceber que sua presença era espiritual.

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By | 2017-08-09T20:10:35+00:00 09/08/2017 as 7:59|Herdeiro do Mundo|19 Comments

About the Author:

Scryzz
Gamer, Otaku e Trophy Hunter. Fã absoluto de One Piece, Dragon Age, CSR, TDG, PS3, PS4, PSV, Cinema, Música e, é claro, Linkin Park!
  • E eu aqui aos 18 full BV, VIDA CRUEL!

    • Tyrone Costa

      Cara, eu perdi meu bv cedo aos 9 anos, mas depois disso mais nada aconteceu kkkkkk

      • th4y22A

        Eu perdi aos 11 mais depois disso me arrependi kkkk

    • Karasuma Lycan

      Pvt eu tenho 16, sei nem o que beijar kkkkkkkkkk

  • Janailson Barbosa Granja

    Obrigado pelo capítulo

  • Henrique Neiva

    Qual são os dias que sai os cap.

    Vlw pelo cap.

    • Lordletal

      (As datas de lançamentos ainda não estão prontas. Mas depois desse final de semana teremos uma resposta concreta. acredito que começando da semana que vem os lançamentos possam ser de Quarta e Sabado)

      • Henrique Neiva

        Vlw

  • Higorcrazy silva

    Mano esse muleke vai pegar todo mundo certeza

  • th4y22A

    Não resisti e vou ler o resto kkkk

  • Daniel Huggo

    Essa novel vai ser foda mesmo.

  • rafael1295

    Aposto que tinha outro jeito e o Seimon só falou isso para ver como seria kkk

  • Shirosaki

    Mlk já começou bem, não sabe de nada… Mas já sabe do que gosta k k k k
    Não esta me decepcionando, estou gostando.
    Vlw’s pelo cap. vamos ao próximo ‘-‘

  • Ranger

    Isso me lembra a bela adormecida rsrsrs que lindo!

  • Estêvão Batista

    Caramba! Eu fui o único que pensou que ele teria que despirocar a mina para tira o yin vital dela e lança a semente que o deus deu a ele!? Kkkk

    • MS. Vírus

      As táticas dos deuses na novel do ATG já ta abalando as mentes de alguns ahsaushoaisu

  • Andre dragneel

    Obrigado pelo capitulo 😀

  • Ciel Martins

    Prevejo esse moleque arrasando corações kkkk 😀 vou acompanhar a novel, gostei muito ^^

  • Fullero.com

    muito bom.