O Herdeiro do Mundo 10

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Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Yan Fonseca

Capítulo 10 – A Inocência

No final da aula de alquimia, Rael foi cercado por dezenas de colegas que não paravam de se apresentar e apertar suas mãos, todos queriam virar amigo de Rael o mais depressa possível.

Rita acabou sendo empurrada no meio do tumulto. Ela não teve o que fazer, se não se afastar lentamente.

Mara estava de longe encarando Rita, seu olhar frio pairava como uma serpente prestes a atacar.

Rita não percebeu, ela apenas deixou Rael com seus fãs e saiu de lado caminhando.

Mara sorriu se desencostando da parede do fundo, ela estava se preparando para agir.

― Rita espere! ― Rael gritou fugindo do meio da roda e correu se juntando a Rita.

― Samuel? E seus colegas? ― perguntou ela olhando para trás. Os caras ficaram todos sem graça olhando Rael ir embora.

― Eles não são importantes para mim como você é. ― disse Rael sorrindo. Rita sentiu seu coração pulsar mais forte e virou o rosto de lado.

― Mas aquela Mara, ela ainda está de olho em você, talvez não seja uma boa ideia nós andarmos juntos. ― sugeriu Rita.

― Besteira, se você estiver comigo eu não deixarei ninguém te machucar. ― disse Rael despreocupado.

Ele logo em seguida laçou a mão direita de Rita como de costume. Então suas mãos se apertaram juntas, mesmo na frente de vários alunos.

Mara que viu toda a cena tinha parado no lugar depois que Rael se juntou a Rita. Obviamente até uma criança perceberia que aqueles dois tem uma relação um pouco além de irmãos.

Rael já estava se acostumando com Rita. As primeiras vezes que ele segurava a mão dela, ele não se sentia muito confortável, fazia isso para tratá-la bem. Agora ele não achava mais estranho.

Rita que geralmente não devolvia o aperto de mãos, agora estava firmemente segurando a mão de Rael de volta também.

Rita e Rael voltaram para casa em segurança. Enquanto os boatos sobre Rael, seu nível, seu teste de alquimia, logo foram espalhados por toda a cidade. O nome Samuel era falado em todos os lugares da cidade, e todos tomaram ciência de que esse era o filho do comerciante Adam.

Durante a tarde, a barraca de Adam lotou de clientes animados. Eles se apresentavam e puxavam conversa enquanto começavam a comprar qualquer coisa que vissem. Logicamente eles perguntavam de Rael.

Todos souberam também que uma jovem mestra do clã Torres, estava interessada nele. Se não fosse por Mara, alguns teriam trazido até suas filhas para se apresentarem.

Na verdade, as próprias filhas pediriam para que seus pais as levassem!

Adam teve que pedir ajuda da esposa Barbara, ele não estava dando conta de toda movimentação.

O Movimento da barraca tinha crescido a um ponto que em menos de trinta minutos, todos os artigos tinham sido vendidos, até mesmo os que estavam no bracelete.

Tinha gente que pagava até o dobro do valor, indagando que Adam não estava valorizando seus itens.

Adam foi pegar um novo carregamento no quarto e pediu que Rael o acompanha-se. Seria injusto ele não dar face a todas aquelas pessoas que estavam ali para vê-lo. Rael não se importou e seguiu.

Naquela tarde Rael foi apresentado a dezenas de pessoas e adultos que ele nem imaginava. Em mais uma hora. Adam ficou completamente sem nada pra vender. Um estoque que levaria pelo menos seis meses, foi encerrado em cerca de uma hora e meia!

Adam e Barbara, estavam profundamente chocados e orgulhosos de Rael, porque eles sabiam que aquela incrível venda de hoje, era devido aos talentos de Rael.

Rita estava sentada na cama de seu quarto, tinha um olhar triste dirigido ao chão perto dos pés. Ela podia sentir que esses eventos afastariam seu irmão cedo ou tarde. Em pensar que ele só estava aqui há três dias.

Barbara deixou Rael e Adam conversando com as pessoas e entrou para cuidar dos afazeres. Ela chamou pela filha para ajudar, mas a mesma não apareceu, então ela foi ao quarto, encontrando a filha naquele estado desanimado.

― Filha você não viu eu te chamar? ― perguntou a mãe e quando percebeu que Rita estava triste, correu e se sentou ao lado dela.

― Aconteceu alguma coisa meu bem? ― perguntou a mãe preocupada envolvendo Rita em um abraço.

― Desculpa mãe, eu só estava pensando. ― respondeu Rita abraçando a mãe de volta.

― Pensando o que filha? Conta pra mamãe, você pode falar o que quiser comigo. ― disse Barbara amavelmente.

― Você vai me achar estranha. ― disse Rita baixinho.

― Nada que você me disser será estranho, pode me contar qualquer coisa. ― confortou a mãe mais uma vez. Ela beijou os cabelos da filha carinhosamente, depois lhe deu um forte cheiro.

― Eu acho que gosto do meu próprio irmão. Não sei o que fazer sobre isso. ― disse Rita baixinho. Barbara suspirou pensando em quem não ia gostar dele, ela também entendeu na mesma hora o tipo de gostar.

― Tudo bem filha isso é normal. ― confortou a mãe e continuou apertando Rita contra ela.

― Normal? Mãe! Ele é meu irmão! ― lembrou Rita olhando chocada de lado.

― Irmão apenas por parte de pai, isso não é um problema. ― disse Barbara.

Rita se afastou olhando a própria mãe, tentando ter certeza que ela não estaria mentindo apenas pra consolá-la, e então encarou aquele olhar amável e puro de Barbara.

― Eu já percebi que vocês andam de mãos dadas. ― disse Barbara com um leve sorriso, fazendo Rita levar uma de suas pequenas mãos a boca.

― Como você soube? Quem contou? ― perguntou Rita chocada.

― Quando vocês saíram de manhã cedo, eu fui até a porta e vi ele pegando sua mão. Acho que o sentimento de vocês é recíproco, então você pode ficar tranquila. ― disse Barbara, que levantou a mão e começou a massagear os cabelos da filha como se estivesse penteando.

― Eu tenho uma filha gentil, amável e linda, é claro que ela também chamaria atenção de um bom homem. ― disse Barbara, deixando Rita aérea, parecia que ela estava sonhando.

Sua própria mãe apoiar uma relação dessas era um sonho, ainda mais que ela só tinha treze anos! Seus pais uma vez haviam dito que ela só deveria se preocupar com homens a parti dos dezesseis. Antes disso, ela não poderia nem sonhar, ou tocar em qualquer assunto.

― Mãe e minha idade? ― perguntou Rita lembrando esse detalhe.

― Esqueça idade, quando coração fala, não podemos deixar passar. ― disse Barbara sorrindo.

Lá fora Rael já estava de saco cheio de tanta gente o elogiando. Mesmo assim ele teve que se conter com aquele sorriso idiota agradecendo cordialmente a cada um.

Ele não sabia que ser um bom cultivador seria tão deprimente, ficar tendo que lidar com tanta gente estranha e ainda sorrir forçadamente. Se ele soubesse daquilo, não teria pisado o pé pra fora de casa hoje.

Quando Rael finalmente conseguiu se livrar dos fãs. Ele disse a Adam que ia da uma volta na cidade e seguiu caminho depois de um “Volte logo”.

Por onde Rael passava, ele chamava atenção. As pessoas apontavam os dedos e comentavam entre si falando dele.

Era difícil as pessoas não o reconhecerem devido a seus cabelos ruivos e seu bom físico.

Rael estava voltando para o esconderijo. Ele precisava ver Violeta e contar o que andava ocorrendo, porque ele não fazia ideia do que fazer sobre Mara.

Depois de adentrar na floresta saindo da cidade, ele confirmou que não estava sendo seguido por ninguém, só então levou a mão ao peito e mentalmente conjurou uma besta divina.

Uma luz branca explodiu saindo do peito de Rael na frente dele. Da luz surgiu, um tigre enorme, branco com pintas vermelhas.

Ele apareceu em pé, rebolou seu corpo peludo e se esticou preguiçosamente para frente, depois bateu as duas asas brancas levemente e olhou animado para Rael.

Em seguida ele já estendeu a cabeça esfregando e empurrando o peito de Rael para trás. A cabeça do tigre era maior que o peito de Rael.

O Tigre Voador era uma besta divina do tipo vento, seu rank era B.

O tigre em si já era muito mais forte que Rael. Rael podia chamá-lo quando quisesse, ele residia como um contrato dentro do poder de Rael, devido sua linhagem herdada de Violeta.

― Vamos lá Ralf, preciso voltar pra casa. ― Rael pulou em cima do pescoço na beirada próximo ao peito, estendeu as mãos e segurou nas grandes orelhas da besta.

Ralf o olhou animado e sacudiu a cabeça fazendo uma pequena brincadeira. Seu longo rabo atrás, se movia alegremente enquanto balançava a redonda parte peluda da ponta.

― Ralf! Não podemos ficar brincando aqui, ande logo! ― pediu Rael mantendo a seriedade.

Com um baixo grunhido, Ralf começou a caminhar, correr, em seguida a dar pequenos saltos, até que finalmente começou a voar batendo suas fortes asas.

Rael ficou segurando firmemente enquanto o vento forte tentava o empurrar para trás. Se ele fosse a pé demoraria pelo menos quinze horas até chegar ao esconderijo, com Ralf, seria apenas alguns poucos minutos.

Depois de pousar abaixo da montanha, Rael mandou Ralf voltar para ele e rapidamente cruzou a parede ilusória adentrando o corredor.

Por mais escuro que estivesse ali, Rael podia ver tudo claramente enquanto caminhava, até mesmo pequenas pedras no chão. Devido seu poder da escuridão.

Entrando no salão principal, várias bestas se ergueram e se aproximaram o cercando curiosamente. Rael passava por elas dando pouca atenção, enquanto deixava uma mão estendida tocando algumas pelagens que estavam mais próximas.

Se ele fosse cumprimentar todas elas, demoraria horas, porque havia centenas de bestas e todas elas conheciam Rael.

Tocando o cristal Rael apenas fechou os olhos enquanto foi transportado. Ele já tinha se acostumado com esse fato depois de várias vezes. Então finalmente ele chegou em casa.

― Violeta! ― Chamou Rael assim que entrou na sala com cozinha.

O alçapão no chão no canto da parede foi aberto e Violeta surgiu saindo delicadamente.

Olhar para Violeta fazia Rael se sentir estranhamente confortável, ele não podia explicar, mas era como se sua beleza pudesse trazer um pouco de paz a sua alma toda vez que a via.

― Você já estava com saudades de mim? ― perguntou Violeta sorrindo.

Fechou o alçapão e se aproximou de Rael que já estava indo a ela. Os dois mal se encostaram e se abraçaram fortemente.

Rael adorava o calor do corpo dela e o cheiro delicioso, principalmente do cabelo. Ele ainda não entendia esses sentimentos, mas adorava.

― Precisei voltar eu estou com problemas. ― disse Rael assim que os dois se soltaram.

Violeta ficou séria preparada para escutar os problemas e aventuras de Rael, então pediu que ele se sentasse. Depois ela tomou um banco sentando em frente a ele do lado da mesa.

― Então qual é o problema? ― perguntou Violeta, olhando Rael atenciosamente.

O corpo dela tremia só em abraçá-lo. Se ele não fosse tão inocente, perceberia no olhar quente de Violeta. Não era só o olhar, era o calor que emanava dela, seus olhos irradiavam brilho e seus lábios ficavam mais molhados, até a respiração dela ficava um pouco alterada.

Quando Violeta estava perto de Rael, ela ficava completamente maluca, mas ele nunca se quer entendeu isso, ou se entendeu não sabia a razão.

― Eu posso ter sido descoberto. ― disse Rael se lembrando de Mara.

― Como? O que você fez de errado? ― perguntou Violeta se tornando ligeiramente preocupada.

― Tem uma jovem chamada Mara, na verdade ela já é assim como você, bem adulta. Ela anda atrás de mim e disse algumas coisas estranhas. ― explicou Rael.

― Me conte tudo desde o começo e sem esquecer nada. ― pediu Violeta.

Rael contou então todos os últimos acontecimentos, falou até sobre Rita, não deixou passar nenhum detalhe e contou até mesmo sobre o mal estar de Rita na rua.

A cada novo conto, Violeta não podia se segurar mais, ria por dentro, Rael era tão inocente que era assustador.

Ele provavelmente havia traumatizado a pequena irmã mais nova. E quando ele explicou de Mara de todas as coisas que se sucederam, ela não aguentou e começou a gargalhar.

― Hahahahahahahaha!

― O que há de errado com você? Por que está rindo assim? ― Rael ficou inconformado porque Violeta não parecia estar levando o assunto a sério.

Então Violeta se conteve, mas quando via a expressão inconformada de Rael começava a ri novamente.

― Hahahahahahahahaha!

― Para! Eu preciso de sua ajuda e você fica rindo! ― reclamou Rael se levantando de seu lugar.

Apoiou os dois ombros de Violeta e balançou tentando fazer ela recobrar um estado sério.

Quando Violeta parou de ri, ela ficou encarando Rael com aqueles lindos e sedutores olhos vermelhos. Por Rael está segurando ela, o rosto dos dois de repente estava muito próximo.

Os lábios de Violeta se contraíram enquanto Rael ficou a olhando com cara de bobo, como sempre fascinado por Violeta.

Ela podia rir, xingar, ficar séria, ficar mau humorada, ela nunca perdia seu charme e sua sedução afiada.

― Se você não vai tomar qualquer ação, então volte para o seu lugar. ― disse Violeta casualmente virando o rosto de lado.

Rael acabou acordando daquela hipnose e voltou para o seu lugar ainda pensativo.

― Essa situação já está insuportável. Você pode elaborar e criar meios de fazer sua vingança o quanto quiser, mas precisa entender todos os princípios do coração, e existe um que você claramente não sabe. ― disse Violeta com um ar sério.

― Você sempre me ensinou tudo, então me ensine isso, seja lá o que falta em mim. ― disse Rael firmemente.

― O que você sente quando me ver? ― perguntou Violeta deixando Rael confuso.

― Eu achei que estávamos falando de algo que falta em mim. ― disse Rael cuidadosamente.

― E estamos, responda minha pergunta. ― insistiu Violeta pacientemente.

― Eu me sinto bem, estranhamente confortável, você sempre esteve comigo por todo esse tempo, certamente a pessoa que eu mais confio. É também minha linda mestra. ― disse Rael sem pensar muito.

― É uma boa resposta, mas ineficiente.

― Onde você quer chegar?

― Você pelo menos sabe o que é casamento? ― perguntou ela com aquela dúvida em seu coração.

― Claro que eu sei. ― indagou Rael de volta fazendo uma cara bem séria.

― Então ilumine minha mente, diga tudo que sabe. ― disse Violeta cruzando os braços.

― O casamento é feito para unir duas pessoas, essas duas pessoas se juntam na mesma família e passam a viver juntos. Sei disso porque me lembro dos meus pais, me lembro de outros casais. ― disse Rael.

― Casamento é muito mais que uma mera união. Casamento envolve amor, sentimentos, envolve sexo. Coisas que você sente, mas não entende.

― O que quer dizer exatamente? ― perguntou Rael confuso.

― Quero dizer que homens e mulheres, tem um papel muito maior do que apenas se unirem se casando. A propósito, como acha que você nasceu? ― perguntou Violeta contendo a calma.

Ela claramente estava dando sinais de intolerância pelo tom de sua voz. Ensinar uma técnica, uma alquimia ou um movimento a ele era simples. Ele aprendia tão rápido que a deixava admirada.

Por outro lado, ensinar a ele esse tipo de coisa… era claramente bem trabalhoso.

― Minha mãe me deu a vida. ― disse Rael.

― Certo. Mas uma mãe sozinha não pode dar à luz a uma criança, ela precisa de um homem. Agora me responda. Como você acha que eles fizeram para que você viesse ao mundo? ― perguntou Violeta.

Rael ficou pensando por longos segundos. Ele realmente não conseguia ter essa resposta. Mas então ele se lembrou de que algumas vezes tinha visto sem querer os dois se beijando.

Esses beijos não eram dados entre outras pessoas, ele pensou cuidadosamente sobre isso. Então ele teve uma resposta.

― Foi através do beijo? ― perguntou Rael surpreso.

E naquele mesmo momento ele se lembrou que já beijou Violeta, então ele olhou para a perfeita barriga de Violeta preocupado.

Violeta levou uma mão ao rosto inconformada. Então ela suspirou fundo e continuou.

― Não é através do beijo. Mas em fim, o beijo é uma forma de expressar sentimentos amorosos, ele é usado até mesmo antes do casamento. Possíveis casais se tornam noivos, dependendo de como se sentem entre si, eles podem sim se beijarem várias e várias vezes.

― Então de onde vem os filhos? ― perguntou Rael, tentando entender onde Violeta queria chegar.

― Todo homem tem um instrumento embaixo que não serve apenas para mijar. A mulher também tem uma coisa, claro, as duas são diferentes. Mas se os dois se juntarem, então é possível que uma criança possa surgir depois de alguns meses. ― disse Violeta tentando detalhar o mínimo possível. Seria impossível Rael ter uma ideia se ela não dissesse pelo menos aquilo.

― Está me dizendo que eu vim de uma mijada? ― Rael fez uma cara de nojo.

― Nossa Rael, você é muito burro! ― disse Violeta já perdendo os últimos fios de calma.

― Você não está me explicando isso direito, fica ai inventando coisas e tentando fazer eu adivinhar. Por que não me ensina isso direito? Você não é minha mestra? ― reclamou Rael impaciente.

― Eu não vou te ensinar mais porcaria nenhuma! Você vai aprender isso por você mesmo. Beije uma mulher, abrace-a, depois tente ficar nu com ela, e então talvez os instintos possam te ensinar! Se é que você tem algum! Me preocupo se nesse seu coração frio só tenha desejo de vingança! ― disse Violeta tentando conter sua raiva. É claro que ele decorou todas as coisas que ela disse.

― Mas e se eu fizer uma criança? ― perguntou ele preocupado. Ele não ia ter tempo de cuidar de filhos enquanto iria cumprir sua vingança.

― Filho? Hah! Não é tão rápido fazer filhos assim! Mas já chega disso, você já sabe demais. Se quiser saber mais descubra o resto sozinho! ― reclamou Violeta.

― Eu já vi você nua uma vez, mas não prestei muita atenção, pode me mostrar seu corpo novamente? ― perguntou Rael tentando entender melhor. Violeta ficou mais vermelha do que já podia ser.

― Basta! Isso é repugnante! Até mesmo vindo de você! Mandar sua mestra tirar as próprias roupas? O que você tem na cabeça? ― Violeta não podia ficar mais revoltada com a inocência de Rael.

― Ta, já entendi. Você não quer me explicar isso direito. Pelo menos me fale sobre o que faço com Mara? ― perguntou Rael.

― Mara provavelmente irá querer se casar com você. Ela quer te usar para algum interesse dentro do clã. Se você queria tanto sua vingança, vai ter que fazer alguns sacrifícios. Com ajuda de Mara você entrará facilmente dentro do clã Torres, você estará mais uma vez de volta a família. ― disse Violeta se tornando séria. Ela se acalmou reconhecendo que a inocência de Rael não era culpa dele.

― Mas eu a odeio Violeta! Eu não a suporto! ― Rugiu Rael se levantando de seu lugar.

― Por isso eu disse que você teria que fazer sacrifícios. Você irá fazer coisas de casais com ela, mesmo sem gostar. Terá que tratar ela tão bem como trata sua atual falsa irmã, talvez até melhor. Se essa mulher já está interessada em você então é ainda mais fácil. Sem esquecer que você tem meu DNA o que te deixa mais atraente. ― disse Violeta se levantando e encarando Rael de volta. Rael apertou os punhos se lembrando de Mara.

― Eu vou ter que fazer coisas com ela? Beijar? Abraçar? Essas coisas? ― perguntou Rael.

― Possivelmente. Você terá que agradar essa mulher. Se bem que eu acho que independentemente, ela não desistirá de você tão facilmente, pelo que me contou. Mas é melhor você se esforçar. Dê elogios, tente tratá-la bem e faça todo o possível para que ela goste ainda mais de você. Isso levará você bem aonde queria desde o começo. ― disse Violeta.

Rael ficou pensando enquanto olhava os olhos vermelhos de Violeta.

― Mas eu não gosto dela, se essas coisas de que você fala, se fosse pra escolher, eu escolheria… ― Rael ficou olhando pra Violeta, mas as palavras não saiam, por alguma razão, era difícil pra ele dizer elas.

― Você já tem sua resposta, agora vá embora. ― Violeta fechou levemente os olhos e saiu caminhando de lado.

Rael ficou ali, parado olhando as belas curvas de Violeta, tentando entender porque seu coração de repente tinha apertado tanto no peito.

― Sabe Violeta, seria mais fácil se desde o começo você tivesse me ouvido, e hipnotizado meu clã. ― lembrou Rael.

― Já disse uma vez que essa é sua vingança. Posso até te dar apoio como construir uma identidade para você, ou apoiá-lo sempre que precisar de conselhos. Como sua mestra sempre vou te guiar. Porém, jamais espere que eu tome suas batalhas. ― disse Violeta sem se virar.

Rael ficou em silêncio e concordou mentalmente que ela estava certa. Essa vingança era dele e de mais ninguém.

― Então estou indo. Se cuide. ― Rael se virou e saiu andando em passos lentos.

Violeta ficou de costas sem se virar. Ela estava segurando seus próprios braços. Quanto mais tempo Rael ficava perto dela, mais quente o corpo dela ficava. Ela apenas suspirou quando ele finalmente se afastou.

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By | 2017-10-08T12:42:15+00:00 19/08/2017 as 1:39|Herdeiro do Mundo|43 Comments

About the Author:

Yamasuke
Mais um procrastinador de plantão !
  • Dannyel Batista

    Obrigado pelo capítulo 😀

    Fim de semana merecia mais uns 5 de bônus né? kkk

  • Igor Ribeiro

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK RI DEMAIS MEU DEUS!!

    • Dannyel Batista

      como não rir desse animal? kkkkk

      • Igor Ribeiro

        pois é kkkkkkkkkk

    • z_TREVOL_z

      kkkkkkkkkkkkk

  • Tyrone Costa

    Cara burro kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Brentyu

    ― Está me dizendo que eu vim de uma mijada? ― Rael fez uma cara de nojo.

    ― Nossa Rael, você é muito burro! ― disse Violeta já perdendo os últimos fios de calma.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk mas gente… kkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Igor Ribeiro

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk foda

    • koloke

      Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Tyrone Costa

    Tô gostando, espero ansioso por esse “sacrifício” q o Rael terá q fazer pela sua vingança.
    Queria eu ter q fazer isso no lugar dele hahaha

  • Janailson Barbosa Granja

    Obrigado pelo capítulo

  • z_TREVOL_z
  • z_TREVOL_z

    Porra, agora tem q esperar até terça… 🙁

  • rafael1295

    ― Foi através do beijo? ―Acho que ele que tem 13 e a Rita que tem 15 kkkkk

    • z_TREVOL_z

      Só pode kkkk

  • Fullero.com

    Muito bom.

  • Davi Laureano

    O Rael é muito inoscente meu Deus!

  • Andre dragneel

    ― Está me dizendo que eu vim de uma mijada? ― Rael fez uma cara de nojo.

    ― Nossa Rael, você é muito burro! ― disse Violeta já perdendo os últimos fios de calma.

    Essa morri kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

    Titulo serviu como luva em Rael kkkkkkkkkkkkkkk.

    Obrigado pelo capitulo

  • Ciel55

    tive que dar 10minutos de pausa porque não consegui parar de rir da inocencia do Rael kkkkkk

  • Ywgnner Stefan

    Acho q com o seu conhecimento vem a frieza dos sentimentos

  • Henrique Neiva

    vlw pelo cap.

  • KaoriMiyazono

    Como diabos essa novel não tem nem 30 caps e já me viciou assim???

    • Tyrone Costa

      2 hehe

    • Igor Ribeiro

      3 kk

  • Tyrone Costa

    Ahh esqueci de comentar, estou gostando bastante do tamanho dos cap, para mim cap desse jeito dá para se aprofundar mais na obra.

  • koloke

    Poxa esse cap foi sensacional e sério que pena de Rael ele tem que se desenvolverefere nesta área até para ele poder melhor se situar com os outros

  • MS. Vírus

    Lol o maluco tem tanta inocencia que vai acabar ferindo um monte de coraçoes ashasuas

  • Bartolomeu Dos Santos

    Muito bom, obrigado pelo capítulo.

  • Winter

    Tava difícil segurar a risada nesse cap

  • Ericki MIguel Miguel

    eita nois….. Parecendo eu qnd era pequeno e achava q os nenens vinham da cegonha

  • Shirosaki

    Kria, tamanha foi a ignorância que eu quase perdi foi a paciência lendo isso! pqp
    O mlk é inocente de mais pqp … to vendo que isso vai dar dor de cabeça ainda Aff’s

  • Kyoua Eduardo

    INOCÊNCIA É APELIDO HEUEEHEUEHUEHEUEHEU

  • Samuel Teixeira

    “O nome Rael era falado em todos os lugares da cidade, e todos tomaram ciência de que esse era o filho do comerciante Adam.”
    No caso não seria o nome “Samuel” -adorei a escolha de nome,lindo-, pq se eles tiverem falando o nome Rael iria dar uma treta lá kk

  • Edson da Silva

    Como o nome Rael era falado em todos os lugares se ninguém conhece ele por esse nome?

  • Yun Zynnnn

    eu nunca ri tanto lendo uma novel, cara vc ta de parabéns muito bommmm mds

  • putyss

    ”Esta me dizendo que eu vim de uma mijada”, n conseguir terminar de ler sem rir depois dessa parte kkkkk

  • Davi Rhodis

    Tô relendo, mas e impossível não rir shusushushsu