O Herdeiro do Mundo 11

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Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Yan Fonseca

Capítulo 11 – Ralf, o Brincalhão

Rael sobrevoou montanhas, rios, cidades e vilas o mais rápido que pôde com Ralf. Como existia cultivadores capazes de voar ele não poderia ficar enrolando. Finalmente desceu de volta ao ponto de partida. Rael estava bem mais consciente depois de conversa com Violeta, e ao mesmo tempo curioso.

Quando Ralf sumiu, voltando para o seu corpo, ele sentiu cinco pessoas por perto, e seus níveis estavam dentro do quarto reino. Geralmente um especialista comum não consegue distinguir forças acima de um reino, mas Rael conseguia distinguir forças com até dois reinos de diferença, isso por causa do seu elemento escuridão.

― Sérgio. ― disse Rael se lembrando da aura comum.

Nesse momento os cinco apareceram como vultos, e ficaram na frente de Rael agrupados em linha. Rael não ficou surpreso, estava fazendo uma cara de quem já esperava por aquilo.

― Eu finalmente encontrei, valeu a pena ter te procurado até agora. ― disse Sérgio com um sorriso frio.

Ele soube que Rael tinha vindo a essa região e então veio caçá-lo.

Se tudo sobre Rael fosse mesmo verdade, então no futuro Rael seria alguém muito importante e logicamente, Sérgio não podia deixa-lo vivo, pois estaria dando asas a um inimigo em potencial.

― Então agora você vai me atacar com mais quatro pessoas? ― perguntou Rael mantendo um tom casual, ele não aparentava nenhum medo.

Os quatro eram todos homens com idades semelhantes as de Sérgio. Dois estavam no mesmo nível de Sérgio, outros dois um nível a mais e um deles, estava no terceiro nível do domínio da força.

― Não fale merda, eu sozinho sou capaz de acabar com um lixo como você ― disse Sérgio de volta dando alguns passos a frente se aproximando de Rael.

Os companheiros atrás dele começaram a ri, pois imaginavam que Rael logo encontraria seu fim.

― Sério? Vamos ver por quanto tempo você conseguirá manter essas palavras. ― disse Rael olhando de volta.

― Se conseguirei? Você é mesmo arrogante. Não pense que você será protegido por aquelazinha do clã Torres, porque ela não está por perto. Hahahaha! ― riu Sérgio. Os outros atrás de Sérgio ficaram rindo também.

Já estava escurecendo, o Sol começava a se esconder ao fundo atrás de algumas montanhas.

Sérgio ergueu os dois braços para perto do peito em uma posição defensiva, então liberou sua aura amarelada do peito que correu pelos ombros, pelos braços e finalmente chegou aos punhos.

― Técnica Punhos de Pedra! ― gritou ele.

As mãos dele foram cobertas com aura e começaram a virar rochas. A rocha cercando as mãos dele, fizeram parecer que elas aumentaram de tamanho quase três vezes.

― Eu peguei leve com você da última vez, mas isso não vai se repetir novamente. ― Sérgio estendeu um dos punhos fechados na direção de Rael e liberou um sorriso frio.

A aura que cercava os punhos de Sérgio estava ligeiramente agressiva tendo um formato de rochas afiadas.

Os outros atrás de Sérgio, não puderam deixar de pensar que agora Rael seria completamente esmagado. Eles até esperavam que Rael usasse ou preparasse alguma técnica, mas nada acontecia. Com isso eles pensavam que Rael já tinha até mesmo desistido de viver.

― Você não vai se preparar? Não me diga que está com medo? ― perguntou Sérgio esperando, ele estava dando tempo a Rael para ele preparar alguma técnica ou até sacar uma arma.

― Já estou preparado. ― disse Rael.

Rael já estava mesmo pronto, sua aura invisível corria cercando seu corpo já em estado de combate. Mas aos olhos dos inimigos, Rael claramente não parecia usar nada.

A aura de Rael era escura e borbulhante, mas por alguma razão, cultivadores comuns, não eram capazes de ver nem sentir. Para eles Rael parecia não estar usando nenhum poder.

― Já que é assim, prepare-se para morrer! ― Gritou Sérgio e partiu para cima de Rael como um vulto.

Rael não teve o que fazer se não desviar dos socos visando seu rosto. Sérgio atacava da esquerda pra direita com as duas mãos e Rael continuava defendendo e recuando passo a passo.

Por um momento todos ficaram chocados, porque a velocidade de Rael em esquivar era chocante. Até que…

― PAH!

Quando todos perceberam, Sérgio estava voando alguns metros de lado e caiu girando no chão.

Rael estava com a perna esquerda estendida no ar e gradualmente abaixo-a. Sérgio havia sofrido um chute no mesmo local que da ultima vez, do lado direito das costelas, ele levantou-se do chão rangendo os dentes, estava furioso.

Os companheiros de Sérgio se entre olharam confusos, ninguém tinha entendido o que havia acabado de ocorrer.

Era possível alguém do segundo reino, bater de frente com alguém do quarto? Claramente não, nem mesmo para um no terceiro, mas lá estava Rael fazendo isso.

Eles não sabiam que Rael estava no terceiro reino, mas se soubessem, ficariam chocados quase do mesmo tanto.

― Você está procurando a morte! ― Rugiu Sérgio furioso e expandiu todo seu poder, dessa vez ele não ia subestimar Rael.

Sérgio partiu numa nova sequência de golpes, sua velocidade estava aumentada e seu poder de ataque também.

Então, mais uma vez, ele foi forçando Rael para trás numa enxurrada de socos incessantes.

Rael continuava esquivando com algum esforço, o que surpreendia Sérgio, que não acreditava, era que Rael aparentemente conseguia esquivar com certa facilidade.

Os companheiros de Sérgio, acreditavam que Rael teve apenas sorte no inicio, e que isso não iria ocorrer…

― PAH!

Mais uma vez Sérgio estava no chão. O local atingindo tinha sido a mesma região direita das costelas novamente. Pela terceira vez seguida.

Sérgio se levantou impaciente. Seus olhos brilhavam em ira profunda. Ele perdeu completamente a paciência. Fez uma pose onde o pé direito ficou a frente numa posição quase agachada e mais uma vez liberou energia do peito envolvendo as duas pernas.

― Movimento de Terra! ― o corpo dele foi coberto por uma aura amarela ainda mais intensa que era muito maior nas pernas.

Então ele retirou do bracelete uma espada de uma mão longa, levemente curvada. Apertou as mãos na empunhadura azulada e correu para a direção de Rael sem qualquer aviso.

Rael estava o humilhando na frente de seus colegas de clã, e aquilo era completamente inevitável. A aura de Sérgio cobriu a lâmina aumentando o poder de ataque no meio da corrida.

ZUUM!

Como um raio a espada cortou na direção do peito de Rael, ele se esquivou saltando para o lado com bastante esforço, a velocidade de Sérgio tinha aumentado mais uma vez.

Rael nunca achou que seu limite seria facilmente alcançado por um cultivador de trinta anos. Mais um ataque e uma nova esquiva forçada.

Sérgio sentiu que Rael estava ficando mais lento, ele sabia que agora seria questão de tempo até ele o pegar e o dividir em dois.

Os outros companheiros de Sérgio ficaram espantados, Sérgio estava usando sua técnica de movimento e a espada, então ele definitivamente queria dar um fim rápido a Rael.

ZUUM!

ZUUM!

ZUUM!

Sérgio não parava de atacar e Rael estava sem espaço de contra-atacar, ele mal tinha tempo de se esquivar.

Então no meio dos movimentos, Rael pisou em falso quando se esquivou, e acabou caindo. Sérgio abriu um sorriso de ponta a ponta nos lábios enquanto exibia os dentes. Ele fez uma expressão de psicopata.

― Morra de uma vez! ― gritou ele atacando Rael que tinha acabado de cair.

Quando Rael percebeu, não teve qualquer reação. Mas seu braço direito rapidamente tomou a frente do ataque por conta própria se movendo sozinho.

Todos puderam ver a espada descendo, e Rael tentando defender o ataque com o braço. Ele certamente não queria mais seu braço, foi que todos pensaram naquele momento.

― TUUM!

Todos puderam ouvir o estrondo, era como o som de metal batendo contra metal.

Então aquela cena chocou a todos, porque lá estava o braço de Rael segurando o fio da espada tremendo de Sérgio.

Os olhos de Sérgio estavam arregalados. Rael foi o que se recobrou mais rápido, jogou o peso nas costas e em seguida impulsionou as pernas para frente.

Naquele momento Sérgio estava tão confuso que deu um passo para trás voltando a espada. Foi esse o tempo que Rael ficou em pé, levantou a perna e esquerda…

PAAH!

Outro chute no mesmo lugar e pela terceira vez seguida lá se foi Sérgio rolando.

A espada caiu no chão. Sérgio levantou-se se tremendo, seus dentes se apertavam e seu olhar estava feroz.

Rael estava humilhando ele, não apenas isso, ele estava propositalmente batendo no mesmo lugar todas as malditas vezes e com força, mesmo que não quebrasse suas costelas, aquilo era claramente uma afronta.

Rael do outro lado olhava curiosamente seu braço, ele sabia que seu braço direito era mais forte, mas não sabia que ele podia defender de ataques como esse e ainda por cima sem sofrer danos.

― Seu desgraçado filho da puta! ― Sérgio não conseguiu conter a raiva e ofendeu abertamente.

A região direita de suas costelas estava agora com uma dor bem incomoda. Ele correu pegou a espada e a cobriu novamente a lâmina com sua aura. Rael já estava lá parado em pé esperando ele mais uma vez.

Sérgio estava irritado, porque ele não entendia como Rael havia defendido seu ataque, ninguém entendia, seus companheiros estavam olhando para Rael, todos com uma incompreensão explícita.

Por isso Sérgio acabou hesitando antes de atacar novamente. Rael defender aquele ataque com o braço. Ainda não tinha caído a ficha, e ele acreditava que era algum tipo de truque.

― Agora é minha vez! ― gritou Rael e avançou correndo com velocidade contra Sérgio.

Sérgio que já estava irritado de tanto apanhar na mesma região, já até sabia onde Rael iria atacar. Ele preparou a espada defendendo o local, enquanto a segurava com as duas mãos, e juntou energia no local que havia sido golpeado varias vezes.

Ele estava com um ar triunfante de que dessa vez Rael não o acertaria.

Em questões de um pensamento Rael já estava de frente a ele, então quando ele viu o braço direito de Rael se mover com um soco para seu rosto já era tarde demais.

― PAAH!

O corpo de Sérgio voou para trás por vários metros, sangue e dentes quebrados estavam se espalhando pelo ar.

O soco tinha o pegado completamente de guarda aberta, porque ele acreditava plenamente que Rael bateria no mesmo local de antes.

― Sérgio! ― os companheiros gritaram preocupados e correram para ajudar.

Sérgio gemeu no chão antes de finalmente apagar. Os quatro se viraram com olhares malignos para Rael que estava apenas a uns vinte metros deles. Ninguém entendia como ele tinha vencido Sérgio, a não ser o fato que Sérgio o subestimou.

― Não pense que vamos deixar você sair daqui vivo. Agora que chegou a esse ponto, vamos todos espancá-lo até a morte! ― rugiu um dos quatro.

Seus corpos se cobriram de energia e os quatro ao mesmo tempo correram iniciando os ataques. Rael não teve o que fazer além de tentar esquivar. E acabou tomando chutes e socos porque não tinha como evitar quatro de uma mesma vez.

Então isso é meu limite? Patético. Violeta tinha razão sobre tudo. ― pensou Rael concordando.

Ele se achava forte, mas não iria conseguir lidar com aqueles simples especialistas iniciais do quarto reino. Ele não teve o que fazer além de conjurar Ralf no meio dos ataques.

Os quatro saltaram para trás quando uma luz branca surgiu na frente de Rael.

Ralf apareceu tomando o lugar da luz, e na mesma hora mostrou os enormes dentes para os quatro, as garras afiadas de suas patas também apareceram, seu rabo que era peludo se encheu de espinhos na beirada como uma enorme bola espinhenta. Suas asas brancas se tornaram completamente de metal. O tigre voador, entrou em total estado de combate.

― Que porra é essa?! De onde isso veio! ― gritou um dos quatro já pressentindo o nível da besta.

Por sorte Rael tinham ficado sozinho com os quatro em um local afastado da cidade. Se ele matasse a todos, ninguém ia saber que Rael tinha um amiguinho desses com ele.

Diferentes de cultivadores, os níveis de bestas podiam ser sentidos mais facilmente, apesar de não ser com clareza. O cultivador podia pelo menos prever, se a besta era mais fraca, se estava no nível semelhante ou se era mais forte.

― Ralf está na hora de comer. ― disse Rael olhando os quatro. ― Mate esses quatro e não deixe ninguém escapar. ― a ordem foi clara.

Todos os quatro perceberam, que aquela besta enorme e com uma intensa aura assassina. Estava a frente de Rael sem o tomar como alvo.

Ao ouvirem isso, pressentiram que algo estava muito errado. Eles que estavam desarmados, sacaram rapidamente suas espadas enquanto recuavam para trás, eles não queriam enfrentar Ralf, pois sabiam que não iam conseguir.

Ralf era uma besta de Rank B. Somente cultivadores do sexto reino em diante teriam alguma chance de lutar contra isso.

― Recuem! ― gritou um dos quatro saltando para trás, e todos os outros saltaram juntos.

Ralf avançou no meio deles. Para Ralf eles eram como tartarugas tentando fugir.

O primeiro da frente foi estourado em pedaços, por quatro unhas afiadas de Ralf, ele nem teve tempo de prepara a espada para se defender. Enquanto os pedaços desse ainda estavam se espalhando, Ralf já atacou os outros dois.

O segundo ainda no ar teve o corpo partido em dois na altura da cintura conforte a asa de metálica o cortava.

O terceiro do lado, teve um fim semelhante, sua cabeça foi arrancada pela outra asa de Ralf.

Sobrando apenas um, que ao conseguir chegar no chão, já se impulsionou para fugir o mais rápido possível correndo.

Ele estava completamente apavorado, pois tinha visto três companheiros morrerem em apenas um instante.

Ralf se adiantou preguiçosamente com um salto e o pisoteou nas costas, fazendo o homem ficar preso contra o chão.

O homem gritava e se debatia, ele não conseguia fugir. Era como se uma montanha estivesse nas suas costas, até respirar estava um pouco difícil.

Ralf ficou ali parado olhando Rael, balançando agora seu rabo peludo que tinha voltado ao normal, sua expressão era de quem estava brincando.

― Seu exibido ― reclamou Rael se aproximando.

Ralf mostrou os destes Grunhindo amigavelmente como se estivesse se gabando.

Percebendo a aproximação de Rael. O homem preso nos pés de Ralf, viu Rael como uma esperança.

― Jovem mestre! Poupe minha vida! Por favor! Eu nunca mais ousarei atacá-lo! Por favor! ― o homem disse desesperado. Sua voz quase não saia devido as dificuldades em respirar.

― Isso não é mais uma escolha minha. ― disse Rael de volta e parou a uns quatro metros dos dois.

Ralf tirou a pata de cima do homem. O homem achou que estava sendo libertado e levantou-se com um pouco de calma.

Porém a pata baixou mais uma vez o empurrando de cara contra a terra novamente.

Ralf ficou olhando Rael com aquele olhar exibido, tentando dizer a Rael, que ele podia brincar o quanto quisesse e não seria um problema, enquanto Rael havia levado vários golpes e estava um pouco machucado.

― Eu ainda vou ficar mais forte que você, seu tigre metido de uma figa. ― reclamou Rael.

A pata foi levantada de novo. Dessa vez o homem não ficou enrolando. Levantou e correu o mais rápido que pôde. Cinco metros, nove metros, quinze metros, vinte metros…

― O que acha que está fazendo Ralf? ― perguntou Rael preocupado.

Ralf então saltou arrastado um forte vento e lá estava, mais uma vez o homem afundado no chão. Ralf ficou olhando para trás encarando Rael com aquela mesma expressão de um gato brincando e tirando onda.

― Jovem mestre! Por favor! Diga a ele para me poupar! Por favor! Jovem mestre! ― o homem não podia fazer nada além de implorar. Vendo que não tinha qualquer chance de escapar.

― Nós vamos embora em breve, então pare de enrolar. ― disse Rael impaciente olhando Ralf.

Rael sabia que Ralf gostava de brincar e se exibir. Ralf ficou triste e virou-se para o homem com um olhar irritado, como se o culpado pelo mal humor de Rael fosse o homem. O homem que estava com a cabeça virada de lado viu o olhar de Ralf e se desesperou.

― Jovem mestre! Por… AAAAAhhh! ―

Nesse momento Ralf perfurou suas costas com as garras da pata que o prendia, os ferimentos começaram a jorrar sangue. Depois o levantou no ar como se fosse um aperitivo.

O homem já havia morrido, uma das garras perfurou o coração. Mantendo ele estendido no ar, Ralf começou a devorá-lo, arrancando pedaços do corpo dele.

Vendo que Ralf finalmente estava trabalhando a sério. Rael se sentiu aliviado, se sentou cruzando as pernas e ativou sua habilidade especial (Recuperação Noturna).

O corpo de Rael foi envolvido com uma aura verde e escura ao mesmo tempo, mas só era possível ver a aura verde. Seus ferimentos eram pequenos hematomas e alguns maiores. Então não levaria muito tempo para ele dar uma boa recuperada no corpo.

Lá no chão Sérgio continuava desmaiado. Enquanto isso Rael continuava se recuperando o máximo que podia.

Passado alguns minutos, já estava completamente escuro. Uma lua cheia brilhava no céu aberto com poucas nuvens. Rael levantou, se aproximou de Sérgio.

No começo Rael criou confusão com o clã Asura, mas não esperava que os inimigos estivessem muito acima dele.

Após usar Ralf para limpar a bagunça, ele sentiu que precisava recuar um pouco, tal como Violeta havia dito.

Se não fosse por sua estratégia de fazer Sérgio achar que ele atacaria o mesmo ponto todas as vezes, ele se quer teria vencido. Aquilo o deixou profundamente decepcionado.

Rael acreditava que era muito mais forte que isso e no fim das contas seu limite ainda era muito baixo.

Essa luta não tinha sido tão ruim, ele também conheceu novas capacidades de seu braço que não sabia, por isso não estava totalmente insatisfeito.

Depois de pensar um pouco, ele considerou acabar com Sérgio, porém, se ele fizesse isso, o clã ia continuar na cola dele porque achariam que ele teria dado cabo de todos. Então só restava ele usar Ralf mais uma vez.

Antes disso, ele juntou todos os braceletes que Ralf tinha cuspido e encontrou algumas moedas e um monte de pílulas inúteis. Ele passou tudo para seu bracelete e então em seguida armazenou os braceletes vazios no seu.

Braceletes carregados, não podiam ser guardados em outros braceletes. Isso gerava um lapso de dimensão e os dois braceletes se destruíam juntos, levando também todos os itens armazenados. Mas guardar eles vazios fora de funcionamento não havia problemas.

Outra coisa que vale acrescentar, bestas não comem braceletes. Por isso Ralf comeu os cadáveres mas cuspiu os braceletes.

Finalmente quando Sérgio acordou, ele sentiu o rosto latejando e sua boca vibrando de dor. Ele se lembrou de Rael e gemeu, porque mal conseguia mexer a boca.

Só depois de alguns segundos ele se sentou olhando em volta e percebeu as roupas rasgadas e o monte de sangue espalhado junto a pedaços de carne e pele humano.

Aquela cena fez o coração dele tremer. De repente um pedaço de vestimenta foi cuspido caindo próximo as suas pernas, era uma das vestimentas de seu clã, de seus amigos mortos.

Sérgio olhou na direção e viu o enorme tigre voador se aproximando lentamente enquanto abria a boca mostrando os dentes.

Sérgio imediatamente entendeu o que havia acontecido, seus amigos tinham sido todos devorados por essa besta.

Ele usou todas as suas forças restantes e correu o mais rápido possível fugindo. Ralf ainda o perseguiu como Rael havia pedido por alguns metros e depois o deixou escapar.

Quando Rael viu Sergio descendo a ladeira lá embaixo desesperado, ele saiu da sombra da árvore onde tinha ficado escondido.

Ralf estava voltando pra ele com o rabo balançando e olhar de missão completa em sua expressão agora animada.

― Agora você tem uma desculpa para o seu clã sobre o que aconteceu com você e seus amigos, assim você pode me deixar em paz até eu poder lidar com vocês. ― disse Rael sozinho olhando Sérgio ainda correndo.

Rael acreditava que Sérgio não ia falar que perdeu pra um mero jovem do segundo reino. O surgimento de Ralf, faria ele contar outra história pra manter sua própria dignidade. Isso ia afastar temporariamente os problemas de Rael com o clã Asura.

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By | 2017-08-22T19:05:39+00:00 22/08/2017 as 5:20|Herdeiro do Mundo|23 Comments

About the Author:

Yamasuke
Mais um procrastinador de plantão !
  • toBebado

    Essa novel ta top! Mal posso esperar pelo que vem pela frente…

  • rafaelmac

    belo jeito de fazer com q acabe a suspeita em cima de rael
    so q se mato os 4 nao ia ficar mais suspeito ainda se ele aparecer vivo?
    vamos deixar isso pra la pois a novel esta otima e vou continuar acompanhando parabens por pensar assim

    • Fullero.com

      Para pra pensa, qual o raciocínio mais lógico o seu ou o do Rael? Claro que o clã asura sabe que esse bando de lixo foi a trás de Rael, aí ninguém volto? O clã asura vai suspeitar de quem? Claro que o melhor jeito foi deixá um lixo pra contar outra história, ele não ia falar que tomo um sacode Do Rael kkkk

      • Tyrone Costa

        Seria humilhante para ele se fosse contar a vdd q ele perdeu para o Rael, e isso tb faria com q o Sergio não suspeitasse q o Ralf pertence a Rael

  • Henrique Neiva

    Vlw pelo cap.

  • Josias

    Forma interessante de se livrar da culpa

  • Andre dragneel

    KKKKKKKKK Pet troll kkk

  • Ciel55

    kkkkkk gosto desse tipo de pet 😀

  • Fullero.com

    Kkk muito bom

  • vitor

    topppp

  • Winter

    Ralf!!! Q pet maravilhoso

  • Igor Ribeiro

    Pet foda kkk

  • Bartolomeu Dos Santos

    obrigado pelo capitulo

  • Janailson Barbosa Granja

    Obrigado pelo capítulo

  • z_TREVOL_z

    Ralf: “Sou melhor q meu mestre q ‘não sabe de nada inocente'” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Tyrone Costa

      hahaha

  • Pain

    boa novel amigo parabéns.

  • Dannyel Batista

    Obrigado pelo capítulo!

  • Igor

    ansioso para o próximo combo

  • Black Rock Shooter-kun

    11 cap e ainda n ouvimos nd sobre como esta a familia d sangue dele agr,final bem pra enganar o kara,so fico um pouco confuso pelo fato d q sergio sab q rael tava la mas so os homens dele morreu oq sera q ele ira pençar,a melhor ideia e q ele conseguiu fugir mas acho q ele ira si perguntar porq os homens dele n conseguirao fugir

  • rafael1295

    Rael reclamando que tem dificuldade em vencer alguém um reino acima kkkk

  • Shirosaki

    Vamos vê a evolução do MC agora que ele aprendeu um pouco mais, pq pqp……
    Inocente de mais ainda, chega a me deixar nervoso ‘-‘

  • Kyoua Eduardo

    Ralf é oficialmente o melhor tigre.