O Herdeiro do Mundo 12

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Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Yan Fonseca

Capítulo 12 – A Besta de Rank S

Rael não conseguiu curar todos os hematomas. Ele apenas tratou dos mais visíveis como no rosto, e diminuiu um pouco os danos dos outros. Ele também estava irritado que Violeta não o ensinou nenhuma técnica de ataque como Sérgio tinha. Todas as técnicas ensinadas por Violeta eram na maioria para recuar de uma batalha, se ocultar, ou habilidades de controle.

Quando Rael perguntava sobre técnicas de ataque, Violeta dizia que ele deveria aprender por si só. As técnicas que ela poderia ensinar a ele, ainda não estavam na hora.

Quando chegou em casa, ninguém percebeu que ele havia saído de uma batalha. Barbara e Rita serviram comida a Rael.

Rael estava mesmo faminto depois de toda aquela briga. Então quando Barbara serviu os últimos pratos com saladas e frutas para acompanhar a comida, ela disse que ia ver Adam, que já estava no quarto, deixando Rita sozinha com ele.

Apesar de ficarem só, Rita não disse nada, ela apenas olhou Rael devorando a comida sem querer atrapalhá-lo. Vendo aquela cena ela desejou ser tão boa cozinheira como sua mãe era, para sempre que Rael estivesse com fome, ela pudesse preparar os melhores pratos.

― Isso está delicioso! ― elogiou Rael olhando Rita. Depois voltou a comer de novo.

Terminando, ele se levantou e agradeceu pela comida como se fosse Rita que tivesse feito. Ela ficou sem jeito enquanto levava os pratos e talheres para limpar.

Depois do jantar, Rael seguiu para o quarto enquanto pensava nas pílulas que havia feito na escola. Violeta não tinha reclamado porque ela sabia que além dele, ninguém seria capaz de criar aquelas pílulas mesmo fazendo todos os procedimentos corretos.

Para aquelas pílulas serem feitas, a erva Camomila, precisava ser banhada em sua energia da escuridão. Rael e Violeta eram os únicos capazes de desenvolver as maiores e melhores pílulas que o mundo poderia conhecer, e mesmo que ele mostrasse como se fazia, ninguém perceberia tão facilmente, ainda que analisassem a erva Camomila já com a energia de Rael.

O elemento de Rael era único e diferente, e estranhamente não se dava com o uso de pílulas para acelerar na cultivação. Embora sua cultivação fosse mais rápida do que as de outras pessoas.

― Samuel? ― Rita o chamou depois de um tempo.

Rael olhou para a porta e pensou em Rita. Embora as pílulas não servissem pra ele, para ela serviriam.

Quando ele esteve lá presente diante de todos, ele acabou se esquecendo de sua irmã de mentira. Mesmo ela sendo assim de mentira, ele já a via em seu coração como uma boa pessoa.

― Pode entrar. ― disse Rael.

Ele também lembrou-se das coisas que conversou com Violeta. Rita era sua irmã de mentira, e acima de tudo uma mulher! Será que ela deixaria Rael saber mais sobre as coisas que Violeta falou?

Rael não pôde deixar de pensar e o mero pensamento fez seu coração acelerar. Era um sentimento que ele nunca tinha tido antes, o medo de conversar, de expor suas ideias. Desde que falou com Violeta, ele veio começando a ter medo quando pensava nesse assunto.

― Estou entrando. ― Rita entrou e encontrou Rael sentado na cama. Ela ficou aliviada em saber que não tinha atrapalhado uma possível cultivação.

― Posso me sentar ao seu lado? ― perguntou ela curiosa.

Rael agora olhava pra ela com um pouco de vergonha, não era algo grandioso, mas para alguém que nunca teve aquele sentimento antes era um pouco estranho.

― Pode. ― Rael liberou um pouco de espaço, mesmo tendo espaço de sobra, e Rita se sentou ao lado dele depois de ajeitar a saia.

Rael olhou para as belas pernas brancas de Rita e ficou tenso, ele queria pedir para ela se despir e mostrar seu corpo, mas se lembrando que Violeta ficou furiosa, ele estava com receio de pedi.

― Então, por onde andou? Eu não perguntei antes pra não atrapalhar seu jantar. ― perguntou Rita e virou o rosto para Rael.

Rael dessa vez olhou nos olhos e nos lábios dela, lembrando que Violeta havia falado que beijar expressava sentimentos. O coração de Rael bateu mais forte.

Apesar do pouco tempo com essa menina, ele já tinha intimidade com ela, e ela era bonita, mesmo ainda não sendo totalmente desenvolvida.

Mesmo depois desses pensamentos, ele não virou o rosto, ficou encarando Rita enquanto ela encarava de volta.

― Nada demais, eu só dei uma volta nas redondezas. ― mentiu Rael.

― Sério? Você demorou tanto, eu quase sai a sua procura. ― disse ela e olhou para o lado. Rael também fez o mesmo. Houve alguns segundos em silêncio.

― Eu acho que devo desculpas a você. ― disse Rael olhando para frente. Rita virou-se curiosa de volta a ele. ― Eu não me lembrei de você quando fiz aquelas pílulas, eu fui um idiota. ― disse ele surpreendendo Rita.

― Imagina! Eu não estava nem lembrando disso, e você não tem qualquer obrigação comigo. ― disse ela rapidamente abrindo um sorriso.

― Não tenho? Você sempre me faz companhia, é tão gentil comigo, mesmo que você não fosse minha irmã de verdade, eu ainda iria gostar de você. ― disse Rael. Depois de Natalia e Violeta, Rita era sua primeira conhecida, ou poderia dizer amiga.

― Deixa disso, o pai sempre me compra Pílulas da Alma Média, você não precisa se preocupar. ― disse ela sorrindo despreocupada.

As atuais Pílulas da Alma Média aceleravam o cultivo de uma pessoa em 30% por dez dias. O valor delas já era bem exuberante, muito longe do valor da pílula pequena.

Rael não pôde deixar de se sentir aconchegado com a voz despreocupada de Rita. Ela era mesmo gentil e não se incomodou com isso, mesmo ele sentindo que tinha errado com ela.

― Mesmo assim não foi certo, e eu vou te recompensa por isso amanhã, eu prometo. ― garantiu Rael a olhando firme.

― Sua companhia já é minha recompensa. ― disse Rita sorrindo meigamente e entrelaçou o braço direito dele com as duas mãos escorando a cabeça.

Aquela era a primeira vez que os dois ficavam assim. No coração de Rita, ela estava preocupada se Rael iria embora ou não. Também tinha o lance com Mara, Rita sabia que ela não poderia vencer a beleza de Mara, então ela só podia dar o máximo de si e aproveitar enquanto Rael estivesse do seu lado.

― Rita… ― Rael tentou dizer algo, mas sentiu o coração da menina batendo loucamente, seus pequenos peitos estavam encostados em seu braço.

Ele teve um estranho sentimento de conforto e ao mesmo tempo de medo. Justo ele tendo sentimentos, um jovem que nunca se preocupou muito com isso.

― Deixa eu ficar assim por mais um tempo. ― disse ela baixinho.

Rael soltou-se do abraço de Rita, e ela levantou a cabeça com um olhar triste, então o braço dele enlaçou ela e a puxou contra seu próprio peito. Rita sorriu sem jeito e se deixou levar. Depois cruzou seus braços dando um nó em Rael. Os dois ficaram assim em silêncio apenas abraçados.

No dia seguinte, Rael e Rita saíram cedo. Mas não foram para a escola, em vez disso, seguiam para as montanhas ao norte, em direção a região Pico Quebrado, onde o Mestre Alquimista havia indicado ser um bom local de caçar bestas de rank baixo.

Até a saída da cidade tudo parecia normal. Rael acreditava que seu problema com o clã Asura estaria resolvido por enquanto. Sérgio não seria estúpido de sujar sua reputação depois dele ter deixado outra opção no ar.

Trinta minutos saindo da cidade, eles adentraram em uma floresta espaçosa, com poucas árvores mas vários pequenos arbustos espalhados.

Desde aquela manhã, Rita não largava o braço de Rael, ela ficava alinhada quase o tempo todo nele, só o soltavam para coletar ervas.

Rael não se incomodou, ele estava cada vez mais se acostumando melhor com Rita. O cheiro dela era ótimo também.

Rael também havia começado a sentir duas auras que estavam dentro do quarto reino, seus poderes passavam dos níveis medianos, por estarem um pouco longe ele não tinha certeza e apenas ignorou.

Conforme os minutos passavam, aquelas duas auras continuavam próximas os seguindo, o que levou Rael a acreditar que o alvo dessas auras eram eles.

Rael havia exibido uma maestria incrível com a criação de pílulas, aquela mesma criação, se alguém estivesse tentando não estaria tendo êxito, o que levava a crê que Rael havia feito algo a mais.

Era possível que essas duas pessoas, viessem atrás dele enviadas de alguma família grande. O que não se enquadrava, é que apesar de poder ser esse o motivo, não mandaram pessoas muito fortes. Então essa possibilidade perdia um pouco o crédito e Rael continuava se recusando em acreditar que seria alguém do clã Asura.

Isso só deixava uma possibilidade, eles estavam atrás de Rita. Mas por que? Eles eram mais fortes, poderiam aparecer, matar Rita e até ele junto sem nenhum problema pela percepção dos inimigos. Mas ali estavam eles tomando cuidado e se ocultando.

― Samuel por que você olha tanto para trás? Deixamos passar alguma coisa? ― perguntou Rita de repente.

― Não, é apenas uma mania. ― disse Rael se voltando a Rita com um sorriso fraco. Ele não queria preocupar ela com esses pensamentos.

Os dois continuaram seguindo pela floresta. Sempre que Rael achava uma erva ele explicava detalhes sobre ela, e os possíveis usos dentro da alquimia. Rita ouvia tudo admirada e sempre tentava decorar bem todas as palavras dele.

De repente uma moita a frente se moveu bruscamente e um grunhido de porco selvagem pôde ser ouvido. Um porco vermelho de meio metro saltou correndo com seus pares de chifres preparados visando Rael e Rita. Rael se virou surpreso porque sua atenção estava nos dois que o seguiam.

― Eu cuido dele! ― Rita se afastou de Rael soltando seu braço e deu dois passos a frente, estendeu as mãos e retirou uma larga lança prateada com três laminas vermelhas na beirada.

Ela girou a lança prateada com certa maestria nas duas mãos, e em seguida deixou a ponta deitada próxima a terra na direção do porco.

O porco vermelho era uma besta de terra de rank baixo, geralmente eles atacam em grupos, mas como atualmente as caçadas nessa região tinham aumentado então eles estavam agindo solo.

Rael ficou apenas assistindo como Rita lidaria com ele. O porco não era perigoso para um cultivador com o mínimo de conhecimento em batalha.

Rita apenas continuou com a lança preparada e quando finalmente o porco estava chegando perto. Rita irradiou um brilho vermelho por toda a lança amplificando o poder destrutivo e estocou contra os chifres da besta.

Se fosse a lança pura contra os chifres, haveria uma chance do porco vencer, mas como era uma lança amplificada…

― Grrr!

O porco gritou quando a lança partiu seu chifre no meio e perfurou sua cabeça. Rita chegou a ser empurrada meio metro para trás pela força do impacto que vinha do porco, mas ficou firme segurando a lança o tempo todo e mantendo posição. Depois ela se virou para Rael com um ar gracioso, ela queria mostrar para Rael que ela também sabia de algo, que ela até podia lutar.

― Ótimo movimento. ― elogiou Rael, lembrando que todas as vezes que ele aprendia um movimento com Violeta, ela o elogiava de volta.

Rita abriu um sorriso radiante enquanto retirava a lança da cabeça do porco. A terra em volta da cabeça do porco logo foi molhada com sangue que escorria do ferimento.

Após isso, Rita retirou a essência espiritual da besta usando seu próprio poder e Rael ficou apenas do lado olhando. Em seguida ela se afastou deixando o corpo do porco morto ao chão. Rael se agachou e transferiu o porco morto para seu bracelete.

Rita ficou apenas olhando, ela não teve a intenção de pegar o corpo, queria apenas a pedra. Depois ela entregou a pedra a Rael que também guardou no bracelete.

― Você sabe manejar bem a lança, quem te ensinou a lutar assim? ― perguntou Rael quando ela voltou a se grudar no braço dele.

Embora Violeta nunca tenha o ensinado a lutar com armas, Rael entendia os movimentos e sentia que era capaz de fazer algo se usasse armas.

― Meu pai contratou uma especialista em lança por um ano para me ensinar o básico. Aos dez anos eu caçava com ela enquanto praticava. ― disse ela.

― Entendi.

― Que tipo de armas você usa Samuel? ― perguntou ela olhando Rael de lado.

― Nenhuma, minha mestra nunca me treinou com armas. ― disse Rael.

― Sério? Não sou perfeita, mas se quiser eu te ensino a lutar com uma lança. ― disse Rita.

― Não se preocupe com isso, eu consigo me virar bem sem armas. ― disse Rael se lembrando do braço direito.

Rael e Rita continuaram avançando e saíram numa região mais aberta sem muitas árvores, estavam chegando próximos ao Pico Quebrado onde o Mestre Alquimista havia dito.

Rael continuou sentindo aqueles dois e estava um pouco incomodado. Porque os dois continuavam mantendo uma distância segura, sem deixar ele saber quem era ou ter certeza absoluta sobre seus níveis.

― Socorro!

― Booom!

― Alguém me aju…!

― Booom!

― Booom!

Rael e Rita se surpreenderam, os barulhos estavam vindo do caminho a frente que eles iam seguir.

Havia uma inclinação no terreno a frente que não deixavam eles verem o que estava acontecendo. Mas os gritos de socorro e barulhos de trovões vinham de lá.

Rael e Rita sentiram que havia uma besta com o nível muito alto a frente, era possível que essa besta estivesse matando essas pessoas.

― Rita… ― Rael começou e falar e já parou, ele ia pedi pra ela ficar aqui enquanto ele ia olhar o que estava acontecendo, mas se lembrando dos dois que os seguiam não teve como fazer isso.

― Samuel? Devemos fugir. ― disse Rita se sentindo aflita.

Mesmo que a besta não estivesse muito próximas a eles, dependendo de seu nível e poder, se ela os visse, poderia acompanhá-los e chegar até eles em um instante.

Rael também ficou pensando em porque uma besta desse nível estaria aqui, aquele não era um território propício a ela. A menos que estivesse caçando pessoas.

― Tudo bem, segure minha mão e não solte, você vem comigo. ― disse Rael puxando Rita.

― O que? ― Rita se surpreendeu porque Rael estava guiando ela para a direção do som. ― Samuel é perigoso você não consegue sentir? ― perguntou ela assustada, mas continuou seguindo Rael.

Quando eles terminaram de subir, tiveram uma visão a frente. Descendo um pouco o terreno, e algumas centenas de metros, havia vários buracos pelos chãos saindo fumaça e manchas escuras em volta.

Alguns cultivadores estavam correndo do fundo, tentando fugir na direção de Rael e Rita, enquanto atrás, uma enorme besta parecendo um unicórnio de dois metros com três chifres na cabeça cobertos em raios, os perseguiam.

A cada rajada acertada em seus alvos, a morte era instantânea, não sobrava nada a não ser mais um buraco e mais uma mancha.

Rapazes e moças estavam morrendo um a um e em uma rápida sucessão.

― Samuel temos que fugir, se aquela coisa nos ver seremos mortos. ― disse Rita apavorada.

Ela via com os próprios olhos o que estava ocorrendo a menos de meio quilômetro deles. Rael no entanto estava calmo. Ele reconheceu a besta. Lendário unicórnio Volutivo, besta de rank S do tipo celestial.

Ela não se alimenta de humanos e não tem instintos assassinos como essa aparentava ter, se ela estava daquele jeito algo a enfureceu profundamente.

Lendário unicórnio Volutivo é uma besta poderosa que está no alto escalão dos ranks de bestas. Entre as outras bestas, o unicórnio Volutivo é tratado como um rei devido a sua misteriosa linhagem. Ele também é capaz de se desenvolver alterando até sua própria linhagem, se for preciso para sobreviver.

― NÃO!

― Booom!

― Ele está atrás de mim! Não!

― Booom!

Mais gritos, mais trovões e mais mortes.

Rita segurava a mão de Rael tremendo, ela nunca na vida tinha visto algo como aquilo.

A besta corria muito mais rápido que um cavalo de rank A. Em um segundo ele alcançava cultivadores que estariam a dezenas de metros correndo a toda velocidade.

Levantava sua cabeça carregando energia de raios amarelos e lançava para o alto. Os raios sumiam no ar e uma formação azul de símbolos mágicos era ativado, parecia uma miragem, um circulo azul rodopiava e vários símbolos misteriosos brilhavam, depois o raio saia do centro do símbolo e descia contra o alvo. Esses símbolos ficavam acima das vitimas as perseguindo até soltar o raio de volta e depois sumiam.

Enquanto a pessoa estava sendo morta pelos raios, o unicórnio já estava correndo procurando outro mais próximo. A besta estava furiosa enquanto matava todos da mesma maneira.

Rael já tinha visto essa simbologia estranha de ataque antes. Era algo que estava ligado as últimas memórias de uma alma. Se a besta estava atacando todos assim ela estava coletando informações e não apenas matando descaradamente como parecia.

― Samuel! ― Rita puxou Rael mais uma vez. Qualquer um com o mínimo de juízo correria loucamente sem olhar para trás depois daquilo.

Rael sabia que era impossível para eles fugirem, sabia também que se aquela besta avançasse para a cidade sobre aquela fúria, ela não seria detida tão facilmente e muita gente no meio de tudo isso iria morrer.

Apesar de Rael querer sua vingança, ele não ia matar milhares de inocentes assim, seu foco era apenas no alto escalão, na raiz do problema.

― Rita confie em mim, faça tudo que eu fizer e ficaremos bem ta bom? ― falou Rael olhando Rita de lado.

O olhar firme de Rael deu coragem a Rita, e na mesma hora a preencheu com segurança. Rael não era alguém que agia precipitadamente, ele sempre sabia o que fazia e Rita estava aprendendo a confiar nele. Ela não sabia o que ele ia fazer, mas sentia segurança mesmo assim.

― Está bem. ― ela fez um sim com a cabeça apertando ainda mais a mão dele.

O unicórnio parou depois de olhar o terreno em volta, não havia mais nenhum cultivador vivo em volta, apenas umas duas dezenas de buracos atrás. Ele olhou para frente e viu dois jovens descendo um monte vindo em direção a ela. A besta furiosa não acreditou que alguém ousaria se aproximar dela.

Ela levantou as duas patas da frente e relinchou alto, enquanto balançava as patas no ar. Seus chifres se cobriam em raios violentos, e sua pelagem prateada estava arrepiada devido as correntes de raio que corriam continuamente pelo seu corpo. Até sua longa crina azul que ia da cabeça ao pescoço balançava freneticamente.

A besta vinha correndo furiosa na direção deles e chegaria em segundos. Mesmo que eles tentassem correr agora não teria como fugir. Rita estava com seu coração aos saltos por dentro, mas continuava apertando firme a mão de Rael. Se ele disse que ela poderia confiar nele, então ela o faria.

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By | 2017-08-24T14:48:14+00:00 24/08/2017 as 2:05|Herdeiro do Mundo|20 Comments

About the Author:

Yamasuke

Mais um procrastinador de plantão !

  • KING

    Rael god kkkkkkkkkkkk!! Mostrando que tem que pegar a irma mesmo kkkkkkkkkkkkkkk

  • Janailson Barbosa Granja

    Obrigado pelo capítulo

  • Tyrone Costa

    Mah rapaz…pq o Rael não treinou logo com a rita? hehehe

  • Tyrone Costa

    Pow, sacangem a Violeta não ter ensinado nenhuma técnica de ataque para o Rael.
    Parece q o Rael entrou foi para o exécito, chegou lá pensando q iria aprender a atirar mas só ficou capinando msm kkkkkkkkkkkkkk

    • Andre dragneel

      kkkkkkkkkkkkk

    • Dannyel Batista

      Pqp kkkkkk

    • koloke

      A comparação entre exagerada mas ainda sim e viável
      Kkkkkkkkkkķkkkk

  • Fullero.com

    Muito bom.

  • Henrique Neiva

    Vlw pelo cap.

  • Andre dragneel

    Eita preula Oq sera que Rael vai fazer so iremos ver sábado a noite no globo reporte kkkkkk.
    Obrigado pelo capitulo!!

  • Andre dragneel

    Sera que esta no começando a sumi a inocência? Ele vai para de ser virjao Isso ainda vai demora mais pelo menos esta mostrado sinal ;D

    • Tyrone Costa

      ainda bem né? kkk

      • Andre dragneel

        s kkkkkk

    • Kyoua Eduardo

      Ninguém é inocente pra sempre. :v

  • Dannyel Batista

    Eta, obrigado pelo capítulo!

    Só esperar pra ver como ele vai lidar com o tricórnio(?) agora e deixar o povo besta kkkk

  • toBebado

    Obg pelo cap!

  • Black Rock Shooter-kun

    n pera, é issu msm? tipo ele tem um poder misterioso,abnilidades imprecionantes,uma erança misteriosa,cultivo elevado em comparação com os outros da msm idade,mas ela n o ençino tecnicas d atack?pora ele tem ate uma pet mito mas n sab atacar?

    • Black Rock Shooter-kun

      loco pelos proximos cap novel ta boa

  • rafael1295

    Rita já se cagando e o Rael calminho kkkkk

  • Shirosaki

    Vamos vê o que ele tem planejado agora.
    Vamos que quero vê mais desenvolvimento do MC ‘-‘