Mundo dos Titãs 110

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Autor: Edson Fernandes da Costa

Capítulo 110 – O Ataque Noturno

“Eu, Lilithi.”

Eu voltei para o quarto que fizemos amor, me lancei na cama de casal ainda com os lençóis bagunçados e me agarrei cheirando eles. O nosso cheiro ainda estava lá, eu estava completamente envolvida com Kyoran, ele podia não ser a mesma pessoa do passado, ainda sim eu podia sentir que todo carinho e amor que eu tinha por ele era devolvido mutuamente. Será que eu estava mesmo me apaixonando por outro homem? Pode parecer estranho ter esse pensamento, sei que é o corpo de Dante mais o espírito dele ainda é o de Kyoran. Eu passei dias imaginando que ele voltaria a ser o mesmo de antes, se voltasse, tudo seria até mais fácil de resolver. Eu não suportava mais a ideia de saber que ele tinha que fingir está com outra pessoa, eu fingia ignorar e falava poucas coisas para não deixá-lo preocupado, quando na verdade meu coração ficava em pedaços, sei que ele odeia quando eu demonstro meus verdadeiros sentimentos, sou uma mulher maligna e egoísta, só penso em mim e nele, o resto do mundo poderia nem existir mesmo, quando coloco esses pensamentos em prática, mesmo que ele me aceite do jeito que sou, ainda me olha com um pouco de indiferença, tudo bem, eu sei que muitas pessoas pensam diferente, eu posso está errada e não consigo mudar, essa sou eu afinal.

Eu havia adormecido e me acordei com um som de um zumbido, eu reconheci mesmo com muita dificuldade ser o som de uma invocação através de feitiçaria, aqui não havia feiticeiros, não pelo que eu soubesse, o tal velho que Kyoran me descrevera não deveria ter nenhum tipo de poder assim. Meu senso de cuidado foi despertado e eu conjurei todo meu armamento. De espadas na mão me aproximei da porta andando devagar tentando pegar qualquer tipo de novo som. Destravei a porta e liberei uma pequena brecha a puxando para dentro, o corredor parecia vazio a minha frente pelo lado que podia ver, continuei puxando a porta devagar até liberar espaço para que eu olhasse dos dois lados, não havia ninguém.

― Pegamos você, senhor protetor do templo, foi mais fácil do que imaginamos, quando se está preparado tudo é muito simples ― disse uma voz masculina que parecia vim do corredor central que dava entrada a todo o templo de Dante. Eu não entendia bem o que estava ocorrendo mais parecia que o tal velho estava com problemas, difícil imaginar também que um local protegido desses com a única entrada sendo através do ninho dos dragões tinha conseguido ser invadida por intrusos. Antes que eu pudesse pensar no que fazer, escutei o barulho de passos rápidos se aproximando, como não sabia o que estava vindo apenas desconfiava ser alguém no uso de feitiçaria, saí rápida pelo corredor abrindo o máximo de portas que pudesse e depois voltei para a porta do meu, isso ia da um pouco de confusão a quem chegasse.

― Várias portas daqui estão abertas, não acha estranho? ― perguntou a voz de um homem para seu companheiro do lado, ambos usavam sobretudos escuros até os pés, mascaras sorridentes com símbolos de feitiçaria, tal como imaginei (um símbolo de uma lua cheia cercada com nomes de espíritos), nos pés usavam meias e sandálias.

― Fique calado, idiota! ― a uma mulher respondeu por baixo da outra mascara, ela era ligeiramente mais baixa que seu parceiro.

― O único que poderia está aqui além do protetor seria Dante, e sabemos que ele está no castelo agora ― disse o homem novamente, eles vinham andando com mais calma. Percebi que os dois além de serem feiticeiros velhos pelas vozes, teriam por volta de uns quarenta anos, eram também muito experientes no uso de feitiçaria, eu podia ver seus espíritos malignos correndo em volta de seus corpos, eles tinham o espírito do agouro da morte assim como eu. Se eu decidisse acabar com eles agora, nesse momento eles seriam avisados do perigo e avisaria a todos os outros. Feiticeiros no geral são pessoas fracas com ligações a espíritos ou elementos da terra que os deixam mais fortes, porém, mesmo com isso eles não superam a força de um titã mesmo ele sendo inicial, o problema é quando são feiticeiros mais velhos que já tem uma vasta experiência no uso de magias e já perderam uma maior parte de sua humanidade se integrando a esses espíritos que os tornam ainda mais poderosos. Até eu ter certeza sobre a habilidade deles tinha que agir com cautela. Meu coração batia furiosamente em pensar que alguém ousava invadir a casa do meu amado, nossa na verdade. Pensei e sorri comigo mesmo voltando para dentro do quarto e controlando a respiração, afastando da cabeça qualquer pensamento de ódio contra eles.

Pelo que entendi sobre feiticeiros com agouro é muito simples lidar com eles ― disse o Oitavo um dia enquanto debatia comigo no salão de nosso esconderijo, eu estava o instruindo sobre as coisas desse mundo, assim como Kyoran quando chegou aqui ele não sabia nada. ― Eles podem sentir através dos seus espíritos que alguém deseja os matar, alguém que eles não estão se quer vendo, para driblar essa situação é só você impor um pensamento antes de executar o assassinato ― disse ele deitado no sofá bem a vontade como se estivesse em casa.

Como o que por exemplo? ― perguntei sem muita fé, afinal eu tinha um deles em mim e nunca tinha falhado de todas as vezes que estive em perigo, no geral o aviso ocorre de inimigos que não estamos vendo ainda ou não estamos lutando, se for alguém que esteja armando uma armadilha por exemplo e não soubermos podemos ser avisados a partir das intenções do alvo.

É só você não pensar em matar ele de cara, por exemplo, tome como iniciativa apenas o desejo de aproximar de um deles e olhar a cor dos olhos, então depois de confirmar, você toma a segunda iniciativa que é de matar ― explicou ele relaxado de olhos fechados e mãos juntas na barriga, ele estava deitado de costas no sofá com um travesseiro por baixo da cabeça.

Hahahahahahaha! ― eu ri no dia de sua explicação do que ele achava, ele apenas ficou em silêncio com um sorriso comum.

Você nunca irá saber se não tentar ― disse ele abrindo os olhos e me encarou, nós dois estávamos vestidos com roupas normais humanas, não gostava muito dele porque ele vivia me elogiando e me chamando de bonita, eu entendia essa parte porque ele era um recém humano transformado em titã.

Dante deveria ser mesmo muito gay para resistir a você, até quando você está sendo irônica é um avião ― disse ele sorrindo despreocupado, ele não tinha medo de mim, depois de quase morrer e se juntar a nós, sabia que sua vida era importante demais para o futuro plano.

Você deveria tentar alguma coisa com Natalia, teria mais chances, pelo menos ela está solteira ― disse ainda rindo, eu não me incomodava com a ousadia dele, afinal, ele era o único que me falava um pouco de como era Kyoran antes de vim parar aqui.

Já tentei, não deu muito certo, eu acabei limpando e arrumando todo o quarto dela quando me dei de conta, sabe, não é justo uma mulher com aquela habilidade, eu com certeza faria um uso muito melhor sobre ela ― disse ele sorrindo.

E morreria mais cedo do que pensa ― disse de volta tendo uma ideia do que ele faria.

Os dois foram olhando os primeiros quartos abertos, um ficava na porta vigiando o corredor e o outro entrava, eu ainda podia escutar o quarto sendo revirado com moveis sendo arrastados esse tipo de coisa. Cor de olhos não ia funcionar, eles estavam de máscaras, se fosse apenas eles dois eu agiria de qualquer maneira os matando o mais rápido possível, porém, como tinham outros eles avisariam antes de serem mortos através de seus espíritos, um tipo de comunicação parecida com a pedra do eco.

― Nada nesse aqui também, pelo visto esse lugar é enorme, vamos passar uma eternidade para achar ― disse o homem saindo do quarto, pelo visto eles estavam atrás de alguma coisa, o que exatamente? Eles agora vinham para o quarto vizinho ao meu, eu precisava agir rápido ou fugir o que com certeza não fazia minha cara. Pensei por um breve momento e decidi que antes de pensar em matá-los eu deveria ver os seus rostos! Era isso, eu tiraria a máscara, olharia quem está por trás dela e os mataria, no entanto, eu deveria esconder mesmo meu desejo de matar até ver o rosto o que seria algo bem complicado.

― Nada nesse também ― disse a voz do homem e escutei eles caminhando para o meu quarto, me escondi atrás da porta e vi o homem entrando no quarto dando as costas pra mim, a mulher ficava mantendo vigilância no corredor, se eles acreditavam que só haviam o protetor nesse lugar porque todo esse cuidado? Relaxei o aperto dos punhos das espadas enquanto vi o homem analisando a cama bagunçada.

― Hey Susan, protetores costumam descansar? Essa cama aqui ta bem bagunçada, parece até que alguém dormiu aqui há pouco tempo ― disse o homem parado de costas e se agachou olhando embaixo dela.

― Deve ter sido Dante, esqueceu que ele esteve aqui essa tarde ― disse a mulher da porta.

― Acho que você tem razão, com o protetor preso não precisamos nos preocupar ― respondeu ele e passou a puxar os panos da cama, para verificar se não havia nada no coxão ou nas tabuas embaixo do coxão. Respirei fundo me concentrando, desfiz a espada da mão esquerda não ia precisar das duas, usei a velocidade e fui parar ao lado do homem que ainda estava distraído revirando os panos, então eu puxei sua máscara de lado arrancando os elásticos que a prendiam em seu rosto, os olhos verdes e curiosos se viraram pra mim junto com aqueles cabelos lisos e escuros, era mesmo um cara em torno de uns quarenta anos como eu previa, ele não tinha mesmo sentido minha vontade de matar, isso porque eu decidi fazer o reconhecimento antes de sua face, então, quando ele já ia abrir a boca para falar eu enfiei minha lâmina em sua testa que entrou facilmente uns vinte centímetros atravessando o osso do crânio, retirei logo em seguida a lâmina e seus olhos foram perdendo a vida enquanto começava a desabar, segurei seu corpo para não fazer barulho e mesmo sentindo muito, sobre a sujeira que iria fazer, deite-o no colchão que estava ao chão, do buraco em sua testa fluía um sangue nojento que começava a correr pelo rosto. Olhei para a outra que permanecia de costas sem se dar conta que seu parceiro tinha acabado de morrer. Apertei o punho da espada e fui me aproximando da mulher enquanto gotas de sangue pingavam pelo chão que tinham ficado na ponta da lâmina.

― Que silencio é esse? Você achou algo? ― perguntou ela se virando pra mim no momento que eu já estava em sua frente, com a mão esquerda livre puxei sua máscara e seus olhos castanhos arregalados me encaram por um breve segundo, ela era bem velha mesmo, então em um rápido golpe de cima a abaixo parti sua cabeça ao meio quase até a metade, seus cabelos loiros em coque se partiram juntos se espalhando em volta enquanto ela caia no chão, dessa vez não segurei o corpo, eu estava com repulsa, ter que sujar o quarto em que eu e Dante ficamos juntos daquela forma era um desperdício, além disso, não havia outros no corredor. Eu não ia ficar aqui parada, o tal protetor parecia está com problemas, feiticeiros tem muitas maneiras de ferrar com outros.

Eu avancei correndo pelos corredores indo para o central, ignorei mais dois deles que pareciam fazerem as mesmas buscas dos que eu havia acabado de matar, por sorte eles não me viram, um estava dentro do quarto e outro de costas pra mim falando com o de dentro. Consegui chegar na beirada do corredor que dava no central e então lá eu vi, o velho de sempre amarrado por cordas verdes brilhantes e preso no ar flutuando, ele não conseguia se soltar, era um feitiço de prisão muito avançado.

― Temos uma surpresa pra você velho nojento ― dizia um homem enquanto molhava a lâmina da adaga com sangue de uma pequena garrafa, havia mais dois feiticeiros com ele, um de cada lado e ambos mantinham suas mãos estendidas contra o velho que eu me esqueceria assim que retirasse os olhos dele, claramente os dois estavam ali apenas para manter o velho segurado, olhando rapidamente o feitiço deles vinha de um enorme símbolo com desenhos de corrente do chão onde ambos estavam pisando, os desenhos brilhavam com suas fortes linhas azuis mostrando que eu estava mesmo certa.

― Não sei muito sobre existência e não sei se pode ser morto, mas de uma coisa eu sei, toda criatura viva nesse mundo pode ser lacrada ― o feiticeiro falava fazendo surgir uma lavareda de fogo com sua mão livre, com a outra ele segurava a adaga com a lâmina coberta de sangue e deixava queimar por cima do fogo, o velho tentava se mexer algumas vezes mais parecia não ter mesmo jeito de se soltar.

― Não tenha pressa, isso logo estará terminado ― disse o feiticeiro por trás da máscara enquanto sua mão esquerda tinha o fogo apagado e era baixada, a direita foi levada mais acima e sua mão apertou mais firme a adaga enquanto ele seguia em passos lentos na direção do velho. Eu não tinha tempo, se aquele velho morresse, Kyoran ou Dante nunca iriam me perdoar, esqueci completamente de usar meu padrão de ver o rosto antes e já avancei correndo para o matar, eu conseguiria matar eles três bem rapidamente e libertar o velho, depois ele iria se virar de algum jeito com todos os outros, então não haveria motivos para ficar enrolando agora.

― Maldita! ― gritou ele e com uma reação mais rápida do que um humano poderia ter, parou o que estava fazendo, juntou uma grande bola de fogo na mão esquerda e lançou contra mim, eu ainda estava na metade do caminho para chegar a ele, tive que me transformar em poeira para se livrar dela e quando voltei ao normal continuei correndo e repentinamente senti uma dor alucinante no quadril, cai no chão de joelhos a pouco menos que uns dez metros dele e olhei incrédula para o chão, havia uma sombra com garras e um de seus dedos estava acabando de ser retirado da sombra do meu corpo, ele tinha acertado meu ponto fraco de primeira, nem cheguei a ver, era um espírito de pacto, o maior tabu entre os feiticeiros, não era pra menos que ele era tão veloz.

― Não imaginei que encontraria uma titã aqui dentro ainda mais uma Domínio ― disse ele sorrindo enquanto me via começar a perder as forças, eu mal tinha me livrado de uma quase morte e já estava entrando em outra, sou uma inútil mesmo.

― Você não adivinha o que encontrei aqui no esconderijo dos dragões, acho que mereço um aumento sobre o pagamento que negociamos antes ― disse o feiticeiro usando uma pedra do eco, ele estava falando com alguém. ― Muito bom, gostei, é Lilithi a Domínio que supostamente deveria estar morta ― disse ele. Eu fiquei sentindo as dores piorarem, o ataque tinha sido mesmo fatal, embora eu fosse demorar a morrer eu ainda morreria, justo quando pensei que tudo estava dando certo, fui dar de cara logo com um feiticeiro com pacto. Um feiticeiro normal pode ter ligação com elementos ou espíritos comuns, do tipo agouro ou até mesmo de adivinhações, que são o tipo que prevêem o futuro, o espírito de pacto torna o usuário muito mais poderoso, rápido e esperto, eles podem ver tudo através do seu inimigo por estarem ligados a uma entidade muito mais elevada, o preço desse pacto no entanto é pago na sua morte, o individuo se torna um escravo pelo resto da eternidade e serve para sempre a entidade com quem fez o pacto, não havia gloria nenhuma morrer e se ferrar pelo resto da eternidade, por isso, era um tabu. Pensando bem, minha família nunca se envolveu tão longe assim com feitiçaria, quando fomos pegos na cidade e levados para sermos queimados, nem tivemos como reagir por não termos tido tempo de se interligar com os elementos, o medo e desespero também não deixou.

― Cheguei a pensar que iam querer você viva por um momento ― disse ele guardando a pedra em dos bolsos do sobretudo. ― Ainda bem que não, eu não poderia salvar sua pele ― disse ele e riu por trás da máscara, por eu estar perto de morrer meu armamento começou a querer se desfazer, juntei todas as forças, cobri minha arma de aura negra e atirei a espada da mão direita contra ele em forma de catapulta, fazendo um arco por cima, ele se esquivou facilmente com apenas um passo para o lado.

― Péssima mira e mesmo que me acertasse com uma força dessas não ia me causar muitos problemas ― disse ele rindo. Eu apenas sorri desmoronando para frente enquanto dizia.

― Mas eu acertei onde queria ― quando ele se virou para olhar minha espada já havia sumido, eu tinha acertado a linha do símbolo, havia uma rachadura nele, minha espada penetrou o chão por causa da aura, o suficiente para destruir uma linha do símbolo, ele chegou a se virar desesperado para o velho que se soltou no ar, antes que ele e os outros dois pudessem fazer qualquer movimento, duas espadas brilhantes surgiram no ar ao lado do velho, balançaram com velocidade, avançaram flutuando e cortaram os primeiros dois feiticeiros que estavam a frente despedaçando os sobretudos e fazendo sangue voar, eles caíram mortos sem a menor reação, já o líder deles saltou para trás fugindo das espadas vivas que o perseguiram em seguida, antes de chegarem ao seu alvo, ele lançou um pó escuro no chão que causou uma pequena explosão e sumiu completamente. Eu fiquei deitada de barriga para o chão e cabeça inclinada para frente vendo o velho voltando a mim.

― Você me ajudou Lilithi, desculpe, eu não posso curar você, não tenho esse tipo de habilidade ― dizendo isso ele me levantou no ar me pegando pelo colo e me levou até a saída do templo me deixando apenas a um passo da parte rochosa onde Eraim ficava, o dragão não estava lá, só agora eu podia sentir que ele lutava junto com os outros dragões do lado de fora do ninho, havia uma parede de cristal protegendo a entrada.

― Então eles atacaram dos dois lados ― disse já um pouco atordoada, droga, será que meu destino era mesmo morrer desse jeito?

― São rachadores do lado de fora como da última vez, uma distração, daqui você já é capaz de falar com Eraim, eu tenho que terminar com os outros e limpar a bagunça se me permitir ―ele me abandonou deitada no chão, apenas me concentrei e falei com o estúpido dragão pedindo que ele viesse me ajudar, nossa distancia de comunicação havia aumentado um pouco mais, mesmo não sendo ainda para muito longe, era possível eu falar com ele mentalmente mesmo a cerca de meio quilometro.

Não posso curá-la também, mas posso trazer alguém que pode, agüente um pouco mais ― disse o dragão dentro da minha cabeça respondendo a meu pedido, eu me sentia cada vez mais fraca, meu sangue escorria pelo chão sem eu poder fazer nada, aos poucos os fios da minha vida estavam sendo retirados.


Agradecimentos pela revisão > Igor Ribeiro

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By | 2017-07-17T15:11:34+00:00 16/07/2017 as 9:13|O Mundo dos Titãs|4 Comments

About the Author:

Zenkros
  • Fullero.com

    filhos da puta, como se atrevem a tocar na minha Lilith……

    • Brunomonster

      O povo ficou jogando praga ai o escritor agora quer matar ela

  • Ranzayromeo

    Poxa toda hora ela a fica a beira da morte, já e a segunda vez em poucos capitulos, o escritor só pode ta tentando matar nós de desespero kkk

  • Brunomonster

    Tadinha da Lili, vi muita gente desejando a morte dela nos capitulos anteriores =x